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65o. Festival de Veneza - 2008

por Rubens Ewald Filho31/05/2005
O Eclipse
Divulgação

SINOPSE

Após terminar com o namorado, Vittoria conhece Piero, um jovem operador da Bolsa de Valores.

COMENTÁRIOS

"O Eclipse" é o final da trilogia da incomunicabilidade e tédio, precedido por "A Aventura" e "A Noite", do diretor Micelangelo Antonioni. Em cópia restaurada, o filme é prejudicado pela falta de química entre a dupla central, o belo francês Alain Delon e a italiana Mônica Vitti, musa e mulher do diretor na época mas que sempre funcionou melhor como comediante.

Depois de passar uma noite discutindo com o namorado, Mônica rompe o romance. Depois encontra Piero, um jovem que trabalha na Bolsa de Valores e que consegue seduzi-la. O final do filme acontece de forma oblíqüa e inesperada, que resume suas intenções e se tornou clássico.

Amor, solidão, impossibilidade de comunicação entre os casais à moda do diretor, em um de seus melhores trabalhos. Mas sempre de maneira lenta, com belos enquadramentos, muitas caminhadas, deixando as conclusões para o espectador.

Antonioni queria ter colocado nos letreiros do filme estes versos do poeta Dylan Thomas: "Alguma certeza deve, porém, existir, se não a de amar bem, pelo menos a de não amar". O filme ganhou o prêmio especial do júri em Cannes.


Título original: L'Eclisse (Itália/França, 1962)
Diretor: Michelangelo Antonioni
Elenco: Mônica Vitti, Alain Delon, Francisco Rabal, Louis Seigner, Lilla Brignone, Rossana Rory
Extras: "Vida e obra de Antonioni", trilogia da incomunicabilidade (trecho do documentário sobre o diretor incluído em "A Noite") e "Uma Palavra do Diretor" (texto)
Idioma: Italiano
Legendas: Português
Gênero: Drama
Duração: 126 min. P&B
Distribuidora: Versátil
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