Bruno Mazzeo diz que não aguenta a música de seu personagem em novo filme

Patrícia Colombo
Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    O ator Bruno Mazzeo no filme "Muita Calma Nessa Hora 2"

    O ator Bruno Mazzeo no filme "Muita Calma Nessa Hora 2"

Lançando seu novo projeto nesta sexta (17), a comédia para o cinema "Muita Calma Nessa Hora 2", Bruno Mazzeo brinca que jamais daria continuidade ao seu personagem na trama, o cantor sertanejo Renan, da música-chiclete "Paracadá" -- assinada por Marcelo Adnet especialmente para o longa-metragem.

"Nem pensar! (risos) Acho que o Renan não tem vida fora dali porque ele é muito específico daquele universo do filme. E eu não aguentaria interpretá-lo de novo porque se fazendo uma participação de três cenas aquela música já grudou na minha cabeça daquele jeito, imagina um projeto à parte, um filme inteiro", disse, em entrevista ao UOL.


Como você pode perceber no clipe, o cantor fictício é bem parecido com Luan Santana (especialmente no quesito capilar), mas Bruno jura que o personagem foi inspirado no universo do sertanejo universitário em geral. Na história, Renan é um dos maiores artistas do Brasil e é convocado a integrar o line-up do festival do qual Mari (Giani Albertoni) cuida da organização -- uma espécie de Rock in Rio que conta com Jota Quest, Marcelo D2 e o Los Cunhados (ou Los Hermanos de mentirinha?) no line-up.

"Muita Calma Nessa Hora 2", com orçamento de 6,5 milhões aprovados pela Ancine, tem direção de Felipe Joffily e roteiro do próprio Mazzeo junto a Lusa Silvestre, e Rosana Ferrão. O material traz de volta as quatro protagonistas femininas que viajaram por Búzios no primeiro filme, lançado em 2010. Desta vez, Mari, Tita (Andreia Horta), Aninha (Fernanda Souza) e Estrella (Débora Lamm), após acumularem diferentes experiências de vida ao longo dos anos, se reencontram no Rio de Janeiro, com as histórias de cada uma delas se desenvolvendo individualmente.

  • Aninha (Fernanda Souza), Estrella (Débora Lamm), Mari (Gianne Albertoni) e Tita (Andreia Horta) retornam para "Muita Calma Nessa Hora 2"

Com predomínio do humor pastelão que prevalece ainda em boa parte das comédias nacionais produzidas hoje em dia, o filme é recheado de referências da cultura pop nacional tanto com relação ao humor (Paulo Cintura, famoso personagem da Escolinha do Professor Raimundo, aparece no filme como instrutor de asa-delta, por exemplo), quanto à faceta musical (Jota Quest, Marcelo D2, sertanejo universitário etc), à teledramaturgia (você vai se lembrar da novela "Avenida Brasil" em uma das cenas) e ao cinema (há homenagem ao premiado filme "O Palhaço" de Selton Mello).

"São coisas que estão dentro da gente", explica Mazzeo. "Mas quando começamos a escrever o roteiro, sabíamos que essas brincadeiras caberiam em um filme como esse, de linguagem mais livre e com licenças humorísticas."

Ele conta ainda que o trabalho, embora visando constituir a óbvia unidade cinematográfica, foi elaborado em princípio com o conceito de esquetes de humor para cada participação – e são, ao todo, 30 convidados: de Marcelo Adnet, Marcelo Tas, Heloísa Périssé e Helio de la Peña a Marco Luque, Alexandre Nero, Paulo Silvino, Daniel Filho e até o apresentador Otávio Mesquita.

"Trabalhar essa ideia dos esquetes para o cinema não foi tão difícil porque eu já tinha esse costume na TV. Essa coisa de não poder ter nenhuma cena onde a participação seja uma pessoa de passagem. Então, se o cara vai pedir uma informação na rua, ali você pode usar um figurante ou ele vai ter que ser realmente legal para justificar ter um grande ator naquele papel. Então, demos um molho mais cômico para essas personagens de forma que justificasse as participações legais que a gente queria inserir."

Esse não foi o primeiro projeto de Mazzeo nas telonas, mas foi a primeira vez em que ele trabalhou no roteiro de uma sequência. Segundo o próprio, adaptar o programa Cilada para o cinema -- lançando "Cilada" em 2011, com direção de José Alvarenga Jr. – foi mais desafiante, mas isso não fez de "Muita Calma Nessa Hora 2" um trabalho fácil de ser iniciado.

"Aqui a grande dificuldade foi é que já partíamos de quatro protagonistas. E não necessariamente tínhamos história para todas elas. Chegou momentos em que dizíamos 'pô, se fossem só duas, estava perfeito!' (risos)", comenta. "Depois tudo foi vindo de uma maneira muito orgânica."

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