Noite do Oscar terá suspense com disputa acirrada por melhor filme

Jill Serjeant

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    Dirigido por Ben Affleck, "Argo" traz um especialista da CIA que executa um perigoso plano durante a revolução iraniana para salvar seis americanos que tomaram refúgio na casa do embaixador canadense

    Dirigido por Ben Affleck, "Argo" traz um especialista da CIA que executa um perigoso plano durante a revolução iraniana para salvar seis americanos que tomaram refúgio na casa do embaixador canadense

A cerimônia do Oscar no domingo tem tudo para encerrar com suspense depois de uma temporada de premiações que deixou os dois principais prêmios - melhor filme e melhor diretor - com a disputa muito acirrada.

Faltando apenas alguns dias antes das mais altas honrarias da indústria do cinema serem entregues em 24 de fevereiro, observadores de premiações se preparam para uma das noites mais emocionantes da história recente do Oscar.

Apesar de entrar na corrida ao Oscar com 12 indicações em janeiro, o status de favorito a melhor filme do drama presidencial de Steven Spielberg "Lincoln" foi abalado por uma série de prêmios conquistados pelo suspense de reféns iraniano de Ben Affleck "Argo".

Mas uma vitória de "Argo" apesar da omissão de Affleck na categoria de melhor diretor desafiaria a sabedoria convencional que diz que o Oscar de melhor filme geralmente garante uma estatueta para seu diretor.

"Argo" seria o primeiro filme a levar para casa a estatueta de melhor filme sem seu diretor sequer ser nomeado desde "Conduzindo Miss Daisy", em 1990.

"Tudo está meio maluco, então aqueles de nós no ramo (de previsão de prêmios) estão todos coçando a cabeça e dizendo ?o que significa isso?'", disse Matt Atchity, editor-chefe do site de crítica de filme Rotten Tomatoes.

Após derrotar "Lincoln" nos prêmios Globo de Ouro e de associações de diretores, produtores e roteiristas, "Argo" agora tem a vantagem na corrida pelo prêmio de melhor filme.

"Mesmo que 'Argo' ganhe como melhor filme, que é uma conclusão precipitada neste momento, ainda será emocionante porque 'Argo' conseguiu manter esse status de azarão, mesmo ganhando todos os prêmios", disse Dave Karger, correspondente-chefe para Fandango.com, à Reuters.

"Se 'Lincoln' ganhar, ironicamente, será considerado uma decepção mesmo que tenha mais indicações. Isso é que é estranho este ano -- todas as regras parecem ter virado de ponta cabeça", Karger acrescentou.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira (20) destacou a forte concorrência. Dezessete por cento das 1.443 pessoas entrevistadas nos Estados Unidos entre 15 e 19 de fevereiro achavam que "Lincoln" era mais provável a ganhar o prêmio de melhor filme, mas o mesmo percentual deu seu apoio ao musical "Os Miseráveis".

"Argo" foi considerado mais provável a levar para casa o Oscar por 8 por cento dos consultados, enquanto "Django Livre" e "Vida de Pi" empataram com 4 por cento. Quarenta e um por cento dos entrevistados na pesquisa Reuters/Ipsos estavam incertos sobre quem iria ganhar a estatueta de melhor filme no domingo.

Ao contrário do ano passado, quando o filme mudo "O Artista" era franco favorito semanas antes da cerimônia do Oscar, quatro filmes entraram e saíram da posição de favorito ao prêmio seis vezes desde setembro, de acordo com os especialistas em cinema Goldderby.com.

Eles incluem a comédia "O Lado Bom da Vida", que ganhou o prêmio máximo no Festival de Cinema de Toronto, e "Os Miseráveis", a versão para as telonas da peça revolucionária francesa que tem uma forte base de fãs, mas que recebeu críticas mistas.

Os diretores Tom Hooper ("Os Miseráveis"), Kathryn Bigelow ("A Hora Mais Escura") e Quentin Tarantino ("Django Livre") também foram deixados de fora da lista de nomeados, embora seus filmes tenham recebido indicações.

Isso deixa Spielberg como favorito para o terceiro Oscar de melhor diretor, após vitórias com os filmes "A Lista de Schindler" e "O Resgate do Soldado Ryan".

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