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"A Entrevista" fatura US$ 18 milhões em fim de semana de estreia

Liana B. Baker e Mary Milliken

29/12/2014 09h33

A Sony Pictures informou que a "A Entrevista" faturou mais de US$ 15 milhões em vendas on-line e outros US$ 2,8 milhões em cinemas, obtendo um retorno expressivo possivelmente pela publicidade em torno do ciberataque supostamente cometido pela Coreia do Norte.

A comédia, que retrata o assassinato fictício do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, fez praticamente tanto dinheiro por meio de distribuição on-line e em cinemas limitados em seu final de semana de estreia quanto teria ganhado com o grande lançamento que foi cancelado depois de ameaças de hackers.

O estúdio disse, no domingo (28), que o filme foi comprado ou alugado on-line mais de 2 milhões de vezes em quatro dias até sábado, tornando-se o maior filme on-line da Sony Pictures de todos os tempos.

O longa, que deflagrou o devastador ciberataque ao estúdio no mês passado, atribuído pelos Estados Unidos à Coreia do Norte, estreou na quinta-feira em 331 cinemas independentes com uma bilheteria de US$ 1 milhão e arrecadou US$ 1,8 milhão nos três dias subsequentes, de acordo com a Sony.

Muitos espectadores e donos de cinemas disseram que apoiaram o filme em nome da liberdade de expressão.

Estrelado por Seth Rogen e James Franco, o filme custou US$ 44 milhões e tinha expectativa de faturamento de US$ 20 milhões em seu final de semana de estreia se tivesse amplo lançamento, de acordo com a Boxoffice.com.

Depois de grandes redes de cinema como AMC e RegalEntertainment se recusarem a exibir a comédia após ameaças de hackers que se opuseram ao filme, a Sony costurou um lançamento limitado em cinemas e um aluguel de vídeo sob demanda de US$ 5,99, além de uma opção de compra de US$ 14,99 no YouTube Movies, Google Play, do Google, Microsoft Xbox Video, da Microsoft e um site dedicado com início em 24 de dezembro.

A Sony foi ferozmente criticada por Hollywood e até pelo presidente dos EUA, Barack Obama, pelo que muitos consideraram ser uma concessão aos hackers. A empresa manteve que não teve escolha a não ser alterar o lançamento mais amplo e procurar imediatamente plataformas alternativas com empresas de tecnologia.