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21/02/2005 - 21h04
Rubens Ewald Filho: "Sideways" não é nenhuma maravilha
RUBENS EWALD FILHO
Colunista do UOL

"Sideways", de Alexander Payne, foi o filme mais premiado pelos críticos americanos nesta temporada e visto na Mostra Internacional de Sao Paulo em 2004, sem grande repercussão. Foi indicado a seis Globos de Ouro e a cinco Oscar.

Entretanto, o filme não é nenhuma maravilha. É apenas uma boa história, bem contada, com um humor que comprova o talento de Payne ("As Confissões de Schimdt").

Payne é um dos poucos que ainda faz fitas humanas, sobre personagens com certa verdade e em geral fazendo algum tipo de viagem. Em "Sideways" o personagem principal é um escritor frustrado (Paul Giamatti) que sai pela região dos vinhos da Califórnia, acompanhado de um velho amigo de faculdade (Thomas Haden Church, indicado ao Oscar de coadjuvante), um ator que vai se casar dali a uma semana.

Como este quer aproveitar a vida, se envolvem com duas garotas da região; Haden com uma chinesa Sandra Oh (excelente comediante como demonstrou em "Sobre o Sol da Toscana" e mulher do diretor), e Giamatti com uma recém-divorciada de bom caráter, Virginia Madsen, indicada para o Oscar de atriz coadjuvante.

Haden se mete em confusões e Giamatti sofre (seu livro foi rejeitado, a ex-mulher se casou de novo) até uma conclusão satisfatória. Francamente nao da para entender por que o filme ganhou tantos prêmios, inclusive para os atores, que fazem muito pouco, principalmente Madsen e Church. O único que segura o filme é Giamatti, veterano coadjuvante de muitos filmes ("Anti-Herói Americano").


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