Suntuosa fantasia oriental da Metro, com direção de arte delirante (e kitsch) indicada ao Oscar. É uma adaptação da peça famosa de Edward Knoblock, que teve mais duas versões anteriores e uma posterior como musical em 1955, que aqui se chamou "Estranho No Paraíso".
Faz falta um pouco mais de leveza na direção de William Dieterle (1893-1972), e também não ajuda muito o caráter duvidoso do herói, interpretado de forma estática por Ronald Colman (e que acaba até tornando simpático o vilão bonachão feito por Edward Arnold).
Também é mínima a química entre Colman e Marlene Dietrich. Em compensação, ela tem um marcante número de dança erótica, descalça e com as famosas pernas pintadas de dourado (que na época teve grande promoção).
Teve indicações ao Oscar também para a Trilha Musical de Herbert Stothart, Fotografia e Gravação de Som. A Arábia da Metro é mesmo espetacular, mas o filme envelheceu mal e não faz jus a fama que tem.
A versão definitiva ainda é a musical, dirigida por Vincente Minelli e com Howard Keel no lugar de Colman e mais Ann Blyth, Vic Damone e Dolores Gray em vez de Marlene.
A distribuidora inclui o DVD numa pretensa série luxo, mas na verdade trata-se de uma cópia bem ruim, obviamente tirada de um VHS, que destrói a bela fotografia.

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