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17/08/2006 - 11h04
"Terror em Silent Hill" é pesadelo para adolescentes; veja fotos e trailer

Divulgação

Radha Mitchell em cena de terror em Silent Hill

Radha Mitchell em cena de terror em Silent Hill

Por Ray Bennett

LONDRES (Hollywood Reporter) - "Terror em Silent Hill", que entra em cartaz nesta sexta-feira, é um filme-pesadelo sobre uma mulher que leva sua filha perturbada a uma cidade destruída por um incêndio e habitada por fantasmas.

O filme de Christophe Gans é destituído de alma, humor ou inteligência. A filha se perde da mãe logo no início da história, obrigando a infeliz mulher a passar o resto do tempo procurando a menina num labirinto repleto de seres de aparência repulsiva.

O longa-metragem não fornece informação alguma sobre os personagens, a não ser que Sharon (Jodelle Ferland) é uma garota problemática e sonâmbula, o que aflige seus pais, Rose (Radha Mitchell) e Chris (Sean Bean). Depois de um susto logo no início do filme, Rose decide levar a filha a uma velha cidade mineira na Virgínia Ocidental, cujo nome aparece nos sonhos da menina.

O nome em questão é Silent Hill (Morro Silencioso), embora a cidade não seja silenciosa, nem fique sobre um morro. O fato de não constar do mapa e de os moradores das redondezas, fazendo expressões estranhas, dizerem que não existe estrada até lá, não faz Rose parar para repensar sua decisão.

Investindo contra uma cerca de metal com seu utilitário esportivo, ela chega a ignorar uma policial de motocicleta que desconfia que Rose possa ser ligeiramente demente. Que idéia!

Sem qualquer motivo aparente, a atmosfera da cidade varia entre o ensolarado, a escuridão total e uma nuvem espessa de cinzas e neblina. Quando mãe e filha chegam lá, Sharon sai correndo, e Rose parte à sua procura. Em pouco tempo a policial de moto chega à cidade e, tirando o capacete, revela ser tão loira e linda quanto Rose. Seu nome é Cybil (Laurie Holden), e, juntas, as duas mulheres mergulham na fornalha subterrânea de Silent Hill para salvar a garota.

Vários seres monstruosos e disformes se revelam, incluindo um sujeito que tem na cabeça algo que parece a grade de uma lareira. Mas a cidade também abriga pessoas de verdade, que são lideradas por uma certa Cristabella (Alice Krige), que se caracteriza por uma religiosidade fanática só vista em filmes de terror para adolescentes.

Não é preciso ter muita imaginação para saber quem vai ser o maior problema para Rose, em meio a todos os loucos e monstros que a confrontam.

Na ausência de tensão ou elementos que provoquem interesse real, a única curiosidade que o espectador terá ao final de "Terror em Silent Hill" é saber por que diabos Sean Bean foi se meter nessa enrascada.


31/01/2013