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26/02/2007 - 02h52
Após sete indicações, Martin Scorsese leva o Oscar por "Os Infiltrados"
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Reuters
Martin Scorsese na noite de domingo
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Los Angeles (EUA), 25 mar (EFE).- Após sete indicações, o americano Martin Scorsese conseguiu hoje um Oscar, de Melhor Direção, por "Os Infiltrados", que faturou também o prêmio de Melhor Filme na 79ª edição dos prêmios de cinema da Academia de Hollywood.
O diretor, que recebeu o prêmio de mãos de Steven Spielberg e George Lucas, pediu brincando que revisassem se seu nome estava mesmo no envelope, em clara referencia às ocasiões anteriores em que foi candidato, mas não conseguiu o prêmio.
"Agradeço o trabalho da minha equipe e dos atores", assegurou um Scorsese contente e, segundo suas próprias palavras, "surpreso" com a boa notícia.
Diante de uma audiência que imediatamente ficou de pé para aplaudi-lo, Scorsese dedicou o prêmio a seus companheiros de trabalho e "a todos aqueles que desejaram a estatueta para mim durante estes anos".
Também concorriam o mexicano Alejandro González Iñárritu ("Babel"), Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima"), Stephen Frears ("A Rainha") e Paul Greengrass ("Vôo 93").
Scorsese, nascido em 1942 no bairro nova-iorquino do Queens, foi indicado duas vezes ao Oscar como roteirista, - por "Os Bons Companheiros" (1990) e "A Época da Inocência" (1993) - e outras cinco como diretor com "Touro Indomável" (1980), "A Última Tentação de Cristo" (1988), "Os Bons Companheiros" (1990), "Gangues de Nova York" (2002) e "O Aviador" (2004).
Este ano ele não só levou o Oscar como diretor, mas também o de Melhor Filme com "Os Infiltrados", um filme protagonizado por Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson, Matt Damon, Mark Wahlberg e Martin Sheen, entre outros.
"Toda minha vida se resume a cinema e religião. Isso é tudo", declarou uma vez o diretor, descendente de italianos e que se define como católico - o que não lhe impediu de se divorciar quatro vezes e casar outras cinco, uma delas com a atriz Isabella Rosellini, entre 1979 e 1983.
Sua obra trouxe polêmica algumas vezes. Alguns exemplos foram com "Taxi Driver", que inspirou uma pessoa com problemas mentais a atirar no ex-presidente americano Ronald Reagan, e com "A Última Tentação de Cristo", que gerou protestos de fundamentalistas cristãos no mundo todo.
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