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26/02/2007 - 03h15
Martin Scorsese, mestre do cinema, ganha seu Oscar
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Reuters
DiCaprio beija Scorsese durante a entrega do Oscar
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HOLLYWOOD, EUA, 25 fev (AFP) - Martin Scorsese, considerado um mestre da sétima arte, quebrou a "maldição" que o perseguia há 30 anos com cinco indicações sem vitória, ao conquistar neste domingo o Oscar de melhor diretor pelo filme "Os Infiltrados".
O cineasta nova-iorquino, que está entre os mais influentes da atualidade, obteve, finalmente, sua estatueta na sexta indicação, aos 64 anos, tendo seu sangrento thriller sobre a máfia irlandesa de Boston indicado em cinco categorias, entre elas algumas das mais importantes, como a de melhor filme.
Em matéria de direção, Scorsese competia com Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima"), o mexicano Alejandro González Iñárritu ("Babel") e os britânicos Stephen Frears e Paul Greengraass ("A Rainha" e "Vôo United 93", respectivamente).
Embora Scorsese despontasse como o favorito, após levar por "Infiltrados" o Globo de Ouro e o Prêmio do Sindicato de Diretores (DGA) semanas atrás, nem tudo estava escrito.
No Oscar 2005, a biografia de Howard Hughes, "O Aviador", de Scorsese, liderava a corrida pela estatueta, até que Eastwood o deixou de mãos abanando, com seu drama "Menina de Ouro". Era a terceira vez que Martin Scorsese perdia o Oscar para um diretor-ator de cinema.
Em 1981, a obra-prima "Touro Indomável" permitiu a Robert De Niro conquistar o prêmio de melhor ator e "Gente como a Gente" deu a Robert Redford a estatueta de melhor diretor.
O mesmo aconteceu em 1991, quando Kevin Costner levou o Oscar de melhor diretor por "Dança com Lobos", e "Os Bons Companheiros", de Martin Scorsese, foi derrotado.
Scorsese também perdeu na final do Oscar por "A Última Tentação de Cristo" (1989) e "Gangues de Nova York" (2003). Outros dois filmes de peso, "Taxi Driver" (1976) e "Cassino" (1996), saíram sem prêmios.
Bastante discreto durante a promoção de seu filme, Scorsese sempre evitou dar a impressão de que fazia campanha pela vitória.
Este descendente de imigrantes italianos, nascido em 1942 e criado no bairro de Little Italy, cujos personagens perturbados nutriram grande parte de sua obra, sempre teve uma reação comedida e elegante aos reveses sofridos nas premiações, destacando que não queria um Oscar "por piedade". "Sempre disse que o mais importante para mim é a obra".
Na juventude, ingressou no seminário, onde ficou por pouco tempo, até entrar na Escola de Cinema de Nova York.
Aos 31 anos e após ter feito alguns curtas-metragens, lançou-se em cheio na produção de filmes com "Mean Streets", uma história que estabeleceu o que marcaria sua obra: violência, traição, mafiosos, lealdade e dois atores que seriam o fetiche de seus filmes, Harvey Keitel e, sobretudo, Robert De Niro, tal como acontece hoje com o jovem Leonardo DiCaprio.
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