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26/02/2007 - 07h07
Scorsese e "Os Infiltrados": os vencedores do Oscar 2007

Reuters

O diretor Martin Scorsese

O diretor Martin Scorsese

HOLLYWOOD, EUA, 26 fev (AFP) - Martin Scorsese finalmente foi recompensado em uma cerimônia do Oscar, com as estatuetas de Melhor Diretor e Melhor Filme pelo longa-metragem "Os Infiltrados", que levou quatro estatuetas na 79ª edição da premiação da indústria cinematográfica americana, em uma festa democrática.

"Estou emocionado, estou emocionado de receber este prêmio das mãos dos meus velhos amigos. Retrocedemos 37 anos", disse Scorsese, de 64 anos, ao receber o Oscar de melhor diretor das mãos de Steven Spielberg, George Lucas e Francis Ford Coppola.

O thriller "Os Infiltrados" rendeu finalmente o Oscar de Melhor Diretor ao "mestre" Scorsese, que já havia sido indicado em outras cinco oportunidades desde 1981 à estatueta. O filme também levou os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem.

"Babel", do mexicano Alejandro González Iñárritu, e que chegou à 79ª cerimônia do Oscar com sete indicações, levou apenas o Oscar de melhor trilha sonora original, graças ao argentino Gustavo Santaolalla, premiado pelo segundo ano consecutivo.

A diversidade de nacionalidades e culturas deste Oscar foi tão notória como as fortes alusões políticas registradas, sobretudo com o ex-vice-presidente americano Al Gore, que levou a estatueta de Melhor Documentário por "Uma Verdade Inconveniente" e recebeu um caloroso apoio de Hollywood.

Já "Pequena Miss Sunshine", outro favorito na categoria de Melhor Filme , teve de se conformar com melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante para Alan Arkin, que aos seus 72 anos concorria pela terceira vez.

Entre os atores, esta foi a única surpresa, visto que as apostas davam Eddie Murphy como vencedor. No mais, Helen Mirren levou o Oscar por "A Rainha", Forest Whitaker por "O Último Rei da Escócia" e a cantora Jennifer Hudson por "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho", que chegou com oito indicações e levou apenas duas estatuetas. O outro foi por Mixagem de Som.

O outro grande vencedor, mas em categorias técnicas, foi o mexicano "O Labirinto do Fauno" que obteve três dos seis prêmios a que aspirava: Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhor Fotografia, entregues ao mexicano Eugenio Caballero e à espanhola Pilar Revuelta, aos espanhóis David Martí e Montse Ribé, e ao mexicano Guillermo Navarro, respectivamente.

Contra qualquer prognóstico, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ficou com o alemão "The Lives of Others" e o "Fauno" também perdeu na disputa pela estatueta de melhor roteiro original e melhor trilha sonora, categoria na qual o argentino Gustavo Santaolalla arrebatou o troféu do espanhol Javier Navarrete, que representava "O Labirinto".

"Cartas de Iwo Jima", a produção de Clint Eastwood que competia com Scorsese como Melhor Diretor e Melhor Filme, ficou apenas com o Oscar de Melhor Edição de Som.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore foi recebido como uma verdadeira estrela e ganhou o Oscar de Melhor Documentário com o seu politicamente correto "Uma Verdade Inconveniente", que também levou o troféu de melhor canção original.

Os pingüins de "Happy Feet" levaram o Oscar de Melhor Filme de Animação em uma festa que começou com uma saudação especial aos estrangeiros indicados em um Oscar mais internacional do que nunca, segundo Ellen DeGeneres, que apresentou a cerimônia pela primeira vez e na qual imprimiu o humor que caracteriza seu "talk show" de todas as tardes nos Estados Unidos.

Com um número sem precedentes de hispano-americanos concorrendo em várias categorias, a espanhola Penélope Cruz, por "Volver", viu seu Oscar partir para Helen Mirren. "Filhos da Esperança" do mexicano Alfonso Cuarón também não levou nada.

Este ano, prevaleceu uma seleção universal, onde somente na categoria de atores nove dos 20 indicados eram de diferentes nacionalidades, como as atrizes coadjuvantes por "Babel", a mexicana Adriana Barraza e a japonesa Rinko Kikuchi.

O compositor italiano Ennio Morricone, autor de músicas de mais de 500 filmes, particularmente os "westerns-spaghetti" de Sergio Leone, recebeu o Oscar Honorário por sua carreira, que dedicou a sua mulher em um discurso que contou com a tradução simultânea de luxo de Clint Eastwood.


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