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26/02/2007 - 07h29
Oscar recompensa pesquisa e longa carreira de Whitaker
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Reuters
Whitaker comemora o Oscar
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HOLLYWOOD, EUA, 26 fev (AFP) - Consagrado no domingo com o Oscar de Melhor Ator pelo papel de Idi Amin Dada em "O Último Rei da Escócia", o americano Forest Whitaker encontra finalmente o reconhecimento de Hollywood para uma carreira sempre elogiada pelos críticos.
Whitaker encarou com intensidade a tarefa de interpretar o ex-ditador de Uganda. Para isto aprendeu a língua da etnia banto falada na África oriental, o swahili, e adotou o sotaque de Idi Amin depois de ter acesso a gravações de arquivo.
Também se encontrou com pessoas ligadas a Amin, incluindo um irmão e generais que trabalharam para o ditador.
"Para este papel fiz mais pesquisas que para qualquer outro personagem que já havia interpretado", confessou.
O esforço valeu a vitória sobre Leonardo DiCaprio ("Diamante de Sangue"), Peter O'Toole ("Vênus"), Will Smith ("À Procura da Felicidade") e Ryan Gosling ("Half Nelson").
Nascido no Texas há 45 anos, com pai escritor e mãe professora, Whitaker começou a atuar literalmente por acidente, já que uma lesão nas costas acabou com uma promissora carreira esportiva deste homem de 1,89m de altura e 100 kg.
Por isso decidiu se inscrever na Universidade de Los Angeles, onde primeiro estudou música e depois artes dramáticas.
Formado em 1982, estreou na grande tela na comédia "Picardias Estudantis", na qual conheceu dois jovens atores que anos depois levariam um Oscar: Sean Penn e Nicolas Cage.
Anos mais tarde, virou um rosto familiar em Hollywood graças ao talento e porte físico. A má-formação de nascença na pálpebra esquerda nunca foi empecilho para este vencedor.
Atuou em "A Cor do Dinheiro" de Martin Scorsese, "Platoon" de Oliver Stone e ao lado de Robin Williams em "Bom-Dia Vietnã".
Em 1988, seu retrato do saxofonista Charlie Parker em "Bird" de Clint Eastwood rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes.
Porém, na década de 90 passou por um longo período de esquecimento do grande público, exceto pelo papel em "Traídos pelo Desejo" de Neil Jordan.
Em 1999 teve um pequeno destaque ao protagonizar "Ghost Dog", de Jim Jarmusch, mas logo depois voltou a ser esquecido pelos grandes estúdios e fez uma série de participações especiais em séries de televisão.
Como diretor e produtor filmou em 2004 "A Filha do Presidente", comédia sobre a vida do presidente dos Estados Unidos, protagonizada pela atual esposa de Tom Cruise, Katie Holmes.
O papel em "O Último Rei da Escócia" rendeu todas as honras dentro da indústria cinematográfica dos Estados Unidos, com o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Atores (SAG).
No entanto, este pai de três filhos, casado com a atriz Keisha Whitaker, afirmou poucos dias antes do Oscar que toda a aclamação provocou um "despertar interior". "Acredito que o melhor de meu trabalho ainda está por vir", disse.
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