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Divulgação
Cena de Serras da Desordem, de Andrea Tonnacci
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Em cerimônia realizada na noite desta segunda-feia, no Cinesesc, em São Paulo, foram anunciados os vencedores da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. "Serras da Desordem", de Andrea Tonacci, foi escolhido o melhor longa-metragem brasileiro de 2006. Como melhor lançamento em cinema foi eleito "Amantes Constantes", de Philippe Garrel, lançado pela Imovision. A versão restaurada de "Terra em Transe", de Glauber Rocha"(Versátil) venceu na categoria melhor lançamento do ano em DVD. E o ciclo "Agnès Varda: O Movimento Perpétuo do Olhar" (exibidos nos Centros Culturais Banco do Brasil do Rio, de São Paulo e de Brasília) conquistou o prêmio de melhor mostra audiovisual.
O Prêmio Jairo Ferreira é uma iniciativa conjunta dos editores e redatores de cinco revistas de cinema brasileiras: as eletrônicas Cinequanon, Cinética e Contracampo e as impressas Paisà e Teorema. Os críticos que trabalham nelas são em sua maior parte de uma geração surgida em textos nos anos 1990, entre pesquisadores acadêmicos e de fora da universidade, jornalistas, professores e profissionais de outras áreas. Eles se uniram nessa primeira iniciativa comum, que será complementada depois com uma série de debates durante o Festival Melhores do Ano do Cinesesc. O júri do prêmio foi composto por 33 críticos dos cinco veículos (a maioria fixada em Rio de Janeiro e São Paulo, mas com representantes de Porto Alegre e Belo Horizonte).
A iniciativa presta homenagem ao crítico Jairo Ferreira - autor, entre outros, do livro "Cinema de Invenção" e do filme "O Vampiro da Cinemateca".