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29/03/2007 - 11h30
"300" é adaptação de graphic novel de Frank Miller

Divulgação

Espartanos e persas em batalha

Espartanos e persas em batalha

SÃO PAULO (Reuters) - Adaptando a "graphic novel" de Frank Miller, criador e co-diretor de "Sin City" (2005), a aventura de guerra Zack Snyder "300", que estréia nesta sexta-feira, reconta uma das mais famosas batalhas da Antigüidade, a luta entre espartanos e persas no desfiladeiro das Termópilas no ano 480 a.C.

Num elenco internacional, o brasileiro Rodrigo Santoro interpreta justamente o imperador persa, Xerxes. Mas sua aparência está bem diferente. Ele é uma figura gigantesca, de pele dourada, cabeça raspada, mãos e braços cobertos de anéis e pulseiras e a voz modificada por computador, causando um efeito sinistro. É mais um trabalho internacional do ator, que está presente também na terceira temporada da série de TV americana "Lost".

A história começa quando o rei espartano Leônidas (o ator escocês Gerard Butler) é proibido de ir à guerra contra os invasores persas com todo seu exército, depois de consultar o oráculo, seu guia religioso máximo, uma bela moça que é manipulada, na verdade, por um grupo de éforos, sacerdotes corruptos.

Mesmo assim, Leônidas resolve desafiar o veto e vai à luta, enfileirando seus 300 soldados mais preparados no estreito desfiladeiro das Termópilas. Nesse lugar, em que os espartanos são favorecidos por conhecerem melhor o terreno, bem como pela motivação heróica, o rei força um enfrentamento corpo a corpo com os quase infinitos exércitos persas, causando um estrago inacreditável entre os inimigos.

O elenco, em que se destacam também o australiano David Wenham (da trilogia "O Senhor dos Anéis"), o galês Vincent Regan e o alemão Michael Fassbender, corresponde à adrenalina exigida por uma história bélica que valoriza a luta justa e o altruísmo acima de tudo.

Nenhum dos 300 combatentes acha que sairá dali com vida. Nem por isso, qualquer um deles dá sinais de fraqueza, dentro da mais pura filosofia militarista.

A primeira parte, mostrando o treinamento dos espartanos daquela época, é de dar medo a qualquer fuzileiro naval. Não era mole nascer na Esparta daquele tempo. Os meninos, especialmente, não tinham direito a quase nenhuma infância, sendo separados das mães antes dos 7 anos.

Nesse mundo guerreiro, masculino, bélico, até as mulheres eram bastante agressivas. Há apenas uma personagem feminina de destaque, a rainha Gorgo (Lena Headey), mas ela desempenha com sucesso a função de personificar a porção mulher da história, o que é uma prova do carisma da atriz inglesa, que atuou recentemente em "Os Irmãos Grimm" (2006).

De modo geral, o visual da produção é, compreensivelmente, marcado pelo tom pop próximo do videogame, inclusive na trilha, aqui especialmente composta por Tyler Bates. O compositor trabalhou anteriormente com o diretor Zack Snyder em seu filme "Madrugada dos Mortos" (2004).

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)


07/11/2009