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02/08/2007 - 10h46
ESTRÉIA - Bruce Willis mantém o fôlego em "Duro de Matar 4.0"

Divulgação

McClane (Bruce Willis) em perigo

McClane (Bruce Willis) em perigo

SÃO PAULO (Reuters) - Doze anos depois de "Duro de Matar -- A Vingança" (1995), Bruce Willis volta ao papel do policial que o celebrizou, John McClane, em "Duro de Matar 4.0", que estréia em circuito nacional em cópias dubladas e legendadas nesta sexta-feira (3).

A franquia, iniciada em 1988, sobrevive em boa forma, tal como seu astro de 52 anos.

Nesses 12 anos, Willis pode ter ganhado algum peso, ficado careca e perdido a mulher, Demi Moore, para um ator bem mais jovem. Mas tirou de letra esses tropeços, provando que pode atuar tanto em suspenses sobrenaturais, como "O Sexto Sentido" (1999), quanto em dramas politizados, como "Nação Fast Food" (2006) -- este com estréia provável em setembro no Brasil.

As cicatrizes pessoais de Willis, aliás, servem muito bem à maturidade de seu personagem McClane.

Depois de arruinar seu casamento por causa de sua dedicação ao trabalho de policial, McClane agora também não consegue conversar com a filha, Lucy (Mary Elizabeth Winstead, de "Bobby").

Falar com mulheres continua sendo seu ponto fraco, e o relacionamento mais próximo que ele terá com uma moça será em uma luta sangrenta com a temível adversária Mai Lihn (Maggie Q, atriz de Hong Kong).

O tema central do filme é o ciberterrorismo, usado em uma gigantesca operação de sabotagem, comandada por um ex-programador de sistemas do FBI, Thomas Gabriel (Timothy Oliphant).

É ele o cérebro por trás de uma série de apagões pelo país, começando pelos sinais de trânsito de Washington, o que causa um grande número de congestionamentos e desastres na capital norte-americana.

Para montar seu plano, Gabriel utilizou antes os serviços de uma série de hackers, que agora foram impiedosamente eliminados um a um, para queima de arquivo --
menos um deles, Matt Farrell (Justin Long), porque bem na hora McClane chegou para prendê-lo.

Individualista como sempre, McClane continua sua própria perseguição aos vilões, cuja identidade a princípio ninguém conhece. Enquanto isso, ele é perseguido por criminosos bem agressivos, que não param de segui-lo de helicóptero -- o que faz com que McClane mande um automóvel pelos ares para derrubá-lo.

Desta vez sob a direção de Len Wiseman (do terror "Anjos da Noite -- Evolução"), o filme traz muitas destruições de carros -- um deles jogado com bandidos a bordo pelo poço de um elevador --, além do desmoronamento de imensos viadutos. Outra cena incrível inclui uma carona num jato F-14.

Um dos momentos cômicos mais bem sacados é a presença de Kevin Smith (ator e diretor de "O Balconista"), que interpreta Warlock, um dos hackers de quem vai depender a salvação dos EUA.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)


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