SÃO PAULO (Reuters) - "O Ultimato Bourne", terceiro e último filme da série com o misterioso Jason Bourne (Matt Damon), vai fundo para finalmente descobrir sua verdadeira identidade e o que o transformou em uma máquina de matar. O filme entra em circuito nacional nesta sexta-feira.
O diretor Paul Greengrass, indicado ao Oscar este ano por "Vôo United 93", retoma o estilo semidocumental que já havia marcado o segundo filme, "A Supremacia Bourne" (2004).
"O Ultimato Bourne" começa um pouco antes do final do filme anterior, quando foi dado a Bourne um nome, que não explicava muita coisa -- mas já era um começo.
A resolução da identidade do matador pode estar nas mãos do jornalista inglês Simon Ross (Paddy Considine), que está fazendo uma série de reportagens sobre o assunto.
Depois de uma perseguição assustadora, e da troca de algumas informações com o jornalista, Bourne vai parar na Espanha. Depois, segue para Tânger, onde a CIA também mandou um profissional para eliminar o protagonista.
Além de caçar as pessoas que roubaram sua identidade, Bourne também quer se vingar dos assassinos de sua mulher (Franka Potente, vista aqui apenas em flashback).
Mas, à medida que Bourne fica mais próximo de descobrir sua verdadeira identidade, menos ele gosta do que fica sabendo.
Toda essa trama de espionagem e mistério é mantida pela direção precisa de Greengrass, que consegue renovar um gênero que se desgastou nos últimos anos.
O filme mantém o ritmo veloz durante suas quase duas horas. Ainda assim, o diretor e o trio de roteiristas, Tony Gilroy, Scott Z. Burns e George Nolfi, conseguem desenvolver bem os personagens e incidentes da história.
Com "O Ultimato Bourne", a trajetória do personagem fecha-se em um círculo perfeito. A resolução não é simples, mas é interessante e plausível. E dá ao homem misterioso que surgiu em "A Identidade Bourne" (2002) o grand finale que ele merece.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)