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30/10/2007 - 20h45

BP UOL: "Me arrependo de não ter feito a cena em que a classe média suborna um policial", diz José Padilha

Da Redação
O jornalista Marcelo Tas recebeu no Bate-papo com Convidados desta terça-feira (30) o diretor de "Tropa de Elite" José Padilha.

Segundo o cineasta, seu único arrependimento em relação ao longa foi ter deixado de filmar a "cena em que o cara da classe média suborna um policial".

Aos internautas que insistiam em saber se todo sucesso e polêmicas em torno de seu segundo filme eram esperados, Padilha respondeu teorizando que parte disso se deve ao fato de que a polícia e sua cultura são coisas desconhecidas pela população. Aproveitou para condenar quem simplifica as questões apresentadas e tenta pensar sempre de maneira dualista: "Tento fazer filmes sem ideologia. É possível e me recuso a pensar como as pessoas querem que eu pense. Dizendo que sou de direita, esquerda ou PSDB."

O diretor detalhou o caso da pirataria e incentivou quem deseja pagar por ter visto o DVD a comprar pela Internet um ingresso de cinema, assim todos os envolvidos na produção podem ter seu trabalho reconhecido e pago. Sobre o desdobramento da película para a televisão, Padilha afirmou que está em negociação com redes nacionais e internacionais.

No papo, o cineasta aproveitou para elogiar toda equipe que participou do projeto, arriscou dizer que "Tropa de Elite" pode ter uma trajetória semelhante com a de "Cidade de Deus" no Oscar, debateu a legalização das drogas, afirmou que espera não precisar do Capitão Nascimento para haver segurança na Copa em 2014 e deu detalhes de "O Corruptólogo", título provisório de seu próximo filme.



Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 3776 internautas.

(07:12:06) Marcelo Tas: Em quatro semanas, virou a segunda bilheteria do ano (só perde para a Grande Família, o sitcom da Globo, que chegou a 2 milhões). Sem dúvida, é o fato do ano. Por que o filme é tão discutido? Qual foi a veia que você pegou desse país anestesiado e cansado de tanto desmando, violência e corrupção?
(07:14:08) José Padilha: Eu não sei te dizer isso. Eu tenho um chute, posso estar errado. Depois que fiz "Ônibus 174" teve uma série de filmes sobre violência urbana focada no margilizado e não havia nenhum falando do ponto de vista do policial. No cinema americano existem vários focados no policial. Então resolvi fazer um filme sobre este ponto de vista. E ele pegou na veia. Quanto ao DVD pirata foi uma coisa ambígua, ao mesmo tempo que fazia sucesso tentávamos proibir.

(07:14:51) Marcelo Tas: Como você avalia alguns efeitos que o filme vem produzindo, como macacas ou macacos de auditório do Capitão Nascimento. Você acredita que esse pessoal vê no personagem uma espécie de super herói brasileiro que pode combater a criminalidade e resolver ao seu modo o problema da segurança pública brasileira?
(07:16:30) José Padilha: Tem comunidades do Capitão Nascimento... Uma grande parte disso é o humor. Humor se recebe com humor. Mas tem muita gente mal humorada com este humor. Existe uma patrulha ideológica em cima das comunidades Capitão Nascimento. Outro dia recebi um depoimento de alguém dizendo que foi casada com ele... A maioria dos filmes vira objeto de cultura, guardamos na prateleira para ver depois. E alguns mudam a cultura, como o "Cidade de Deus". Esta coisa de entrar no imaginário popular é legal. O humor é uma maneira de reagir a realidade dura, é um mecanismo importante de entendimento das coisas. Nós vivemos uma realidade de violência urbana séria e por tempo prolongado. Eu fiz uma imagem em "Ônibus 174" em que havia uma multidão em volta do ônibus que estavam lá para linchar o sequestrador. Existe uma parcela da população que acha que violência se resolve com violência. Mas em casos como o do João Hélio no RJ é normal que exista esta reação.

(07:20:03) Marcelo Tas: Como vê o futuro do Brasil? O capitão Nascimento trabalhava para garantir a segurança na visita do Papa nos anos 90. Hoje, o país foi escolhido para sediar a Copa de 2014. Acha que vamos precisar ainda dos serviços de um CN no Maracanã?
(07:21:51) José Padilha: Não sei o que vai acontecer, espero que não precisemos dele para dar segurança na Copa. Na Eco 92 foi tranquilíssimo, assim como no Panamericano. Na Copa será feita a mesma coisa, talvez funcione e talvez não. O problema é ficarmos resolvendo eventos. Nós temos que resolver o problema da violência urbana que tem a ver desigualdade social, violência polícial, etc. Quando o Luis Eduardo Soares era do governo existia um plano de segurança, mas quando ele saiu parou. O que existe agora?

(07:26:21) Geovanna/UOL:

O diretor de "Tropa de Elite", José Padilha, ao vivo no Bate-papo (crédito: Geovanna Morcelli/UOL)

(07:22:24) Marcelo Tas: Se você fosse governador do RJ, o que ia fazer com o Bope? Qual deve ser o papel da polícia num país injusto e miserável como o Brasil?
(07:24:17) José Padilha: Eu conheço muitas pessoas do Bope. Em vários lugares do mundo existem forças especiais para resgate de reféns. Ficam aquarteladas para momentos específicos. O Bope não é isso. Ele é treinado para a guerrilha urbana, não é a Swat. O papel de um batalhão treinado em guerrilha urbana criado para o RJ é resolver com a força bruta, por este motivo é ruim tê-lo no RJ. Eu, o Bráulio e o Rodrigo Pimentel fizemos o roteiro tentando mostrar a polícia no qual ela existe. Tem a classe média, o tráfico e a polícia. Isto é simples, tem um didatismo proposital no filme. O filme tem uma hora e meia, é muito rápido. Nós precisamos debater, tem que acontecer alguma coisa... Recebo emails engraçados, por exemplo, de um cara que vai escrever uma crítica sobre o "Tropa", vai para casa fuma o baseado e fica pensando em como vai fazer. Me arrependo apenas de uma coisa nesse filme. Eu não fiz a cena do cara da classe média tentando corromper os policiais, peço desculpas, existia no roteiro e eu cortei.
(07:33:34) José Padilha: Sobre o novo filme: Estamos fazendo um filme com um título provisório de "O Corruptólogo". Queremos fazer uma história que explique o discurso do corrupto. O corrupto não existe atoa, ele se constitui de um processo que o forma. Tem a ver com a diária de financiamento de campanha, em viabilizar operações sociais. O ponto é este, ele existe em tal profusão no Brasil de forma que o ecossistema o favorece. Queremos descobrir o corrupto, este é o nosso próximo filme.

(07:20:54) Dalton: Vi o filme ontem, no cinema. Polêmico mesmo. Você esperava todo esse sucesso e toda essa polêmica?
(07:36:43) José Padilha: Dalton, não esperava. A polícia era desconhecida da cultura, da população. A gíria do policial usada no filme sempre existiu. É a linguagem policial. Normalmente os filmes são mostrados para os críticos que dizem como ele deve ser entendido pela população. Com a pirataria ele chegou a população antes de chegar no cinema. Então o público disse o que achava do filme antes da crítica. Mas a pirataria é ruim. o Radiohead fez uma coisa para quebrar isso. Que é pagar quanto você quiser. Uma pessoa me ligou dizendo que iria depositar o valor do ingresso em minha conta. Acho que devemos preservar o cinema, mas depois dele tem muita coisa que deve ser feita.

(07:33:41) Geovanna/UOL:

José Padilha comenta as polêmicas e o sucesso de "Tropa de Elite" (crédito: Flavio Florido/UOL)

(07:37:28) José Padilha: Eu estudei física e antes de terminar fui trabalhar em um banco de investimento. Também me formei em administração na PUC do RJ, mas como não dava para a coisa virei cineasta.
(07:39:30) José Padilha: Dá pra olhar o cinema sem ideologia. Há um discurso padrão que diz que tem que olhar com ideologia. Sempre querem classificar os filmes como esquerda, direita ou PSDB. E eu não quero pensar com os conceitos dessas pessoas. Na sabatina da Folha disse que Nietzsche propôs pensar a moral sem Deus; era inconcebível pois a moral era intimamente ligada à religião. E eu acho que dá pra pensar os processos sociais sem ideologia, sem viéis políticos. E foi isto que fiz em meus filmes, talvez por isso que me classificavam como esquerdista quando fiz "Ônibus" e agora, com "Tropa" sou de direita.

(07:33:45) Oaxiac Odéz: Como foi saber que falsificações de seu filme eram vendidas com sucesso entre os camelôs antes mesmo do lançamento nos cinemas?
(07:41:05) José Padilha: Oaxiac Odéz, antes de chegar no camelô chegou no Bope. Eu descobri porque o coronel do Bope informou o roteirista que foi encontrada uma fita pirata no quartel, que o filme tinha vazado. Eu tentei segurar e não consegui. Um dia me avisaram que o filme havia chegando na Uruguaiana. Os camelôs diziam para comprar antes que proibissem o filme nos cinemas.

(07:33:50) Robert_42_Kazado: Olha, o seu filme é digno de Oscar, sabia??
(07:43:13) José Padilha: Robert_42_Kazado, O "O Ano..." é um filme ótimo. Ele tem chance. A comissão tem um critério de tentar advinhar o que os americanos vão pensar. Foi um critério pragmático para tentar a classificação. Mas temos uma chance. Ele será lançado nos EUA, pode acontecer o que aconteceu com o "Cidade de Deus".

(07:34:24) aspirante rodrigo: Padilha, sobre o seriado de televisao, afinal você vai fechar com a Globo, Record, SBT, Rede TV, ta uma guerra pior no que a do morro do Dendê!!!
(07:47:45) José Padilha: aspirante rodrigo, o seriado está virando uma novela... Não sei com quem vou fechar. Eu e o Marcos não queremos transportar para a TV e fazer a mesma coisa lá. É importante se for fazer uma minissérie, pois este assunto não se esgotou. Estamos conversando com alguns canais no Brasil e outros fora, mas para fazer a série em português. Alguns canais estão com uma proposta para fazer o que quisermos e depois eles exibem. É uma idéia ótima. Tem uma série de coisas que não foram colocadas como, por exemplo, o que o capitão Nascimento acha das milícias... Olhando como administrador, vemos que os policiais gastam um tempo enorme com toda uma estrutura militar interna consumindo horas e horas para proteger o cidadão. Então a organização militar é kafkaniana, a sua cultura organizacional é trágica. Dá a idéia de tentar fazer outra. Diante dos problemas que o filme mostra a polícia poderia tentar fazer duas coisas. Tentar resolver os problemas ou prender quem revelou o problema, escolheram a segunda opção. Foi instaurado um inquérito. O governador foi corajoso e disse que isto é uma besteira.

(07:42:19) Geovanna/UOL:

José Padilha participa de Bate-papo no UOL (crédito: Flavio Florido/UOL)

(07:50:32) José Padilha: Sobre quem assistiu o DVD pirata e quer depositar dinheiro na sua conta pessoal: Eu tenho uma idéia aqui, mas não vou falar. Não é para a minha conta, não posso receber, o filme não é meu. Mas vocês podem comprar um ingresso de cinema pela internet. Assim todos os envolvidos no filme recebem e têm seu trabalho reconhecido; não é justo que só eu ganhe.

(07:40:26) cocota: Como é ser acusado de proteger bandido com Ônibus 174 e agora de ser fascista? As pessoas não conseguem separar as coisas?
(07:51:43) José Padilha: cocota, tem muita gente que consegue separar as coisas, mas tem um grupo que não consegue e usa este pensamento binário, pensa o mundo com ideologia. Se você for obrigado a pensar o "Ônibus 174" de forma ideológica você dirá que é de esquerda.

(07:40:40) Jacke Custot: Zé, enquanto produzia o filme, você imagina que a postura do brasileiro, principalmente do cariora, em relaçao ao tráfico fosse ser tão repensada?
(07:55:12) José Padilha: Jacke Custot, acho que sim. De novo, não tem nada de brilhante, genial e incrível na afirmação de que um consumidor de maconha ou coca está comprando de um traficante que oprime uma população carente. O filme não coloca a culpa no usuário, só mostra quem compra e para onde vai o seu dinheiro. O acesso a drogas irá haver no mundo inteiro. Temos que discutir em que termos será este acesso.
(07:57:57) José Padilha: Sobre a legalização das drogas: Um menino que vende drogas e for pego vai preso e vai morrer. Temos uma legislação em que um lado é punido enquanto que o outro, do usuário, não. Temos que descriminalizar as drogas e ao mesmo tempo informar as pessoas. Também dizem que se isto acontecer, todos os malucos virão para cá, mas acho que já estão todos aqui.

(07:42:19) Cap. Nascimento: José, o que você acha de jovens que usam o filme como lição de vida, ou melhor dizendo, como uma filosofia de defesa e sobrevivência ?
(07:58:54) José Padilha: Cap. Nascimento, não sei em que sentido eles fazem isso. O filme não tem embutido técnicas de sobrevivência. Existem muitas pessoas reagindo de maneira diferente, mas o filme só reorganiza coisas que estão por aí.

(08:07:15) Geovanna/UOL:

José Padilha fala também sobre seu primeiro longa "Ônibus 174" (crédito: Flavio Florido/UOL)

(07:44:55) Ricardo PR: Em uma discussão que tivemos sobre o Tropa de Elite na Universidade, foi comentado que a mídia, foi poupada, dentro do filme, da polêmica em torno do financiamento do crime organizado e da apologia a violência. Nas duas vezes que aparece, aparece mostrando a verdade. De que forma, na sua opinião a mídia contribui para esses dois fatores?
(08:01:59) José Padilha: Ricardo PR, no "Ônibus 174" nós lidamos com a mídia. Ela teve a influência da mídia no comportamento do Sandro. Ao vê-la, ele tira o capuz e diz que pode filmar e é para escrever o que diz. A mídia não é uma massa uniforme, tem posturas diferentes, então não é tão óbvia e facil de reportar. Mas o papel fundamental da mídia é mostrar o que está acontecendo e não fingir que não está acontecendo nada.

(07:44:43) joana: Parece que hj em dia há mto mais confusão em torno do q é real, do q é ficção. A que devemos isso? Será culpa dos reality shows? Ou as pessoas estão perdendo o senso de humor e crítico das coisas??
(08:04:53) José Padilha: joana, acho que tem muita informação. A quantidade de informção é muito grande e desorganizada. Antigamente se lia um livro ou jornal, não havia internet, o mundo não era globalizado e a informação também. Quando se tem uma grande quantidade de informação na cabeça é difícil processar isso. Talvez isto influencie. O nosso filme é ficcional baseado na realidade. Para resolver este problema de excesso de informações, eu vejo pouca televisão e leio livros somente que me interessam. Quando vou fazer um filme passo dois anos pesquisando sobre o tema.

(07:58:23) Andre Gimenes: Há alguma ligação entre o Tropa de Elite e o seu primeiro filme, o Ônibus 174? Falo no ponto de enxergar os problemas, no Ônibus 174 vc mostra a visão do bandido e no Tropa a visão da polícia. Outra coisa, vc já tem algum futuro projeto?
(08:08:15) José Padilha: Andre Gimenes, tem uma tese de que onde há muita miséria há muita violência. Porém não existe esta correlação. No "Ônibus 174" e no "Tropa" falamos em como ocorre este processo. Como o menino que é jogado na Febem e se torna bandido...

(07:58:29) val: A revista Veja colocou que seu filme é sucesso pq mostra bandido como bandido, e que estes não são vítimas das questoes sociais... vc concorda com isso?
(08:12:02) José Padilha: val, sobre estas simplificações de que bandido é vítima da questão social, temos que ver que está cheio de bandido no Congresso e não são vítimas de questão social nenhuma. Ao aplicar a lei, o policial não desconta a história da pessoa, ele não vê o mundo assim, mas isto não significa que esta visão de mundo deva ser desqualificada. É a que está no "Onibus 174". O processo que gera o criminoso tem que ser entendido e desmontado. Assim como no "Tropa", o policial tem que ser entendido e desmontado também. A polícia tem que ser reformada. Não dá para pagar este salário para eles e mandar entrar na favela. Por outro lado, colocar um cara em uma cadeia com 60 pessoas onde só cabe 30, é tortura institucionalizada. Tem que desmontar isso. Se torturarmos as pessoas, elas se viram contra nós.

(08:17:56) Geovanna/UOL:

José Padilha participa de Bate-papo apresentado por Marcelo Tas (crédito: Flavio Florido/UOL)

(07:58:39) Emanuelle: A atuação do estreante que fez o Matias te surpreendeu?
(08:13:54) José Padilha: Emanuelle, o André Ramiro não me surpreendeu na filmagem, ele me supreendeu quando o conheci, quando vi a fita teste dele. A Fátima me mostrou dizendo que ele é muito talentoso. Ele era lanterninha de cinema, o contrário da "Rosa Púrpura do Cairo". E por ser rapper tinha uma facilidade muito grande de improvisação.

(08:14:07) Marcelo Tas: Na sabatina da Folha hoje a tarde você disse o seguinte: "a Fatima Toledo é o Bope da preparação de elenco". Ela ligou no seu celular depois disso pra te dar um esporro tipo Capitão Nascimento? Conte um pouco sobre essa técnica de preparação de atores do filme.
(08:17:06) José Padilha: O método que a Fátima utiliza prepara os melhores elencos brasileiros. Todos os elencos são homogêneos e são bons. Seu método é duro. Primeiro ela não dá o roteiro e depois faz uma série de exercícios físicos gerando uma percepção que tem a ver com os personagens. O treinamento reproduz a situação do filme continuamente. Nós colocamos os caras do Bope para treinar os atores, isto tornou a improvisação muito real. A Fátima é muito segura no que faz, tem técnica, mas não façam isso em casa...

(08:08:39) loira do banheiro: O q vc achou da idéia do governador do Rio de querer liberar o aborto pra terminar com a violência?
(08:18:57) José Padilha: loira do banheiro, aconteceu uma discussão sobre o aborto há 25 anos atrás nos EUA, mas não era sobre a criminalidade. Era sobre o direito sobre a vida de um feto. Colocar a discussão do aborto submetida a violência urbana é um equívoco. Não sei se o governador falou isso...

(08:09:02) Renato Sarieddine: Você acha que o tráfico ou o crime organizado têm uma espécie de essência trotskysta, ou seja, o que os traficantes fazem é uma espécie de revolta? Uma espécie de Canudos pós-moderna?
(08:20:49) José Padilha: Renato Sarieddine, não acho. Nem o Trotsky tinha nada de trotskysta. Existe na história da organização do tráfico no RJ um contato forte com os presos políticos. Uma forte idéia de que os presos passaram técnicas de guerrilha. Mas não é a principal influência. A maior influência é a polícia e a organização das cadeias.
(08:21:52) José Padilha: Obrigado a todos...
(08:21:54) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de José Padilha e de todos os internautas. Até o próximo!

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