O Festival de Berlim, mais conhecido como Berlinale, desenrola os tapetes vermelhos dia 7 de fevereiro com o documentário "Shine a Light", dirigido por Martin Scorsese e que tem os Rolling Stones como protagonistas.
COMENTE E ENVIE O VÍDEOSegundo o diretor do evento, Dieter Kosslick, a escolha busca mostrar ao público jovem que os anos de ouro da banda inglesa eram de certa forma "melhores" que os atuais. A presença dos músicos está garantida, afirmam os organizadores. "Eu liguei para confirmar a presença. Eles também usam celulares", completa Kosslick, com um semblante de 'veja como é fácil levar o Mick Jagger para casa'.
Madonna também prometeu despontar nos tapetes do festival. Com estréia mundial em Berlim, o primeiro filme da cantora, "Filth and Wisdom", retrata uma banda de gypsy punk, formada por músicos do leste europeu. A banda do filme existe na vida real em Nova Iorque e se chama Gogol Bordello, tem como líder o ucraniano exótico e performático Eugene Hütz.
Tango terá lugar certo nas salas de cinema de Berlim, ao menos até o fim do festival no dia 17 de fevereiro. O filme "Café de los Maestros", do diretor argentino Miguel Kohan e produzido pelo brasileiro Walter Salles, é um dos destaques do festival.
Seguindo a lógica da diversidade musical, surgem os filmes dos EUA "Heavy Metal in Baghdad" dos diretores Eddy Moretti e Suroosh Alvi, que trata do destino de uma banda iraquiana frente à queda de Sadam Hussein; e "Patti Smith: Dream of Life", do fotógrafo Steven Sebring, documentário sobre a cantora ícone do punk que dá nome à película e intervém no filme como narradora. Consta ainda na programação "Wild Combination", a respeito do compositor de vanguarda Arthur Russell, falecido em 1992 em conseqüencia da AIDS e "Bananaz", de Ceri Levy.
Com a frase "A música pode mudar destinos", além do relato emocionado sobre a situação da infância em vários países, Dieter Kosslick anunciou os filmes que exploram a relação entre música e situação social de risco: "Divizionz", dirigido pelo coletivo da Uganda Yes! That's Us; "Tribu", do filipino Jim Libiran; os documentários alemães "Love Peace & Beatbox", de Volker Meyer-Dabisch, sobre a subcultura musical berlinense e "War Child", de Karim Chrobog, sobre o sudanês Emanuel Jal que foi criança-soldado antes de se tornar astro de hip hop.
Nesta linha também está o filme brasileiro "Maré, Nossa História de Amor", da diretora Lucia Murat, uma adaptação musical de Romeo e Julieta, ambientada em uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro.
Dando a volta no planeta música, a grande estrela dos filmes do Bollywood, o indiano Shah Rukh Khan confirmou a presença no festival para a estréia do filme "Om Shanti Om", de Farah Khan. O anúncio obrigou o festival a criar uma linha especial de atendimento ao público, já que uma multidão de devotos do astro hindu bombardearam durante dias com telefonemas e emails o escritório do festival.
Como se vê, há opções para todos os gostos dos pagantes dos 200 mil ingressos que costumam ser vendidos. A Berlinale é o maior festival de cinema em número de público do mundo.