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22/02/2008 - 18h38
Prêmios honorários e veteranos prometem emocionar no Oscar
GAYDEN WREN
Do Hollywood Watch
Advinhar o momento mais emocionante do Oscar é fácil. Geralmente é o vencedor do Oscar Honorário, que vence sem ninguém ser derrotado. Quando Robert Altman recebeu o prêmio em 2006, havia poucos olhos secos na casa.
Mas nos últimos dois anos foi mais difícil, pois os vencedores honorários não eram tão conhecidos. O compositor Ennio Morricone, o recebedor no ano passado, é muito admirado, mas não é um Robert Altman. O favorito sentimental do ano passado era o há muito ignorado diretor Martin Scorsese, cuja vitória foi a mais popular em anos.
O homenageado deste ano, o diretor de arte Robert Boyle, trabalhou em alguns dos filmes favoritos dos americanos -"O Lobisomem" (1941), "A Sombra de uma Dúvida" (1943), "Intriga Internacional" (1959), "Os Pássaros" (1963), "A Sangue Frio" (1967), "Crown, O Magnífico" (1968), "Um Violinista no Telhado" (1971) ou "A Recruta Benjamin" (1980)- mas Boyle, 98 anos, é pouco conhecido fora da indústria.
Além disso, entre os indicados que competem neste ano estão dois amados veteranos que estão desfrutando a primeira indicação, e uma veterana que esteve fora do meio cinematográfico por décadas e cuja indicação representa o tipo de volta que Hollywood adora.
Se Ruby Dee, 83 anos, vencer, pode contar com um tributo ao seu falecido e reverenciado marido, nunca indicado, Ossie Davis, que fará o teatro vir abaixo. Se ela não vencer, uma vitória de Hal Holbrook ou de Julie Christie terá um resultado parecido. Se nenhum deles vencer, bem, ainda restará Boyle, indicado quatro vezes sem vencer nenhuma. Seus filmes são maravilhosos e ele tem 98 anos. É difícil argumentar contra isto.
Tradução: George El Khouri Andolfato
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