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18/06/2008 - 14h45

"'Agente 86' fazia uma reflexão sobre a Guerra Fria", diz Steve Carell

ALESSANDRO GIANNINI

Editor de UOL Cinema
Steve Carell foi o grande responsável pela realização de "Agente 86". Palavra de Peter Segal, diretor do filme. Foi o ator de "O Virgem de 40 Anos" quem indicou para os roteiristas o caminho a seguir e tirou o projeto do estaleiro em que estava parado há anos.

Divulgação
Steve Carell revive Maxwell Smart, personagem imortalizado por Don Adams
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Sempre bem humorado, Carell foi entrevistado pela reportagem de UOL Cinema e um grupo de jornalistas estrangeiros numa das locações do filme, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles. Em um dos intervalos da filmagem, enquanto os técnicos preparavam mais uma cena, ele falou sobre sua participação e atuação no filme.

O ator estava com o figurino da cena que filmaria a seguir, o apogeu de "Agente 86", quando Maxwell Smart finalmente salva o dia. Vestido com o figurino que usaria, ele envergava um terno de risca. De frente, tudo certo. Por trás, o tecido estava totalmente cortado nas partes baixas, exibindo uma cueca samba-canção listrada, como se tivesse sido exposta a uma explosão.

Você era fã da série? Quando a assistiu, imaginava que faria esse papel?
Eu era. Nunca assisti algo sonhando que no futuro faria esse ou aquele personagem. "Agente 86" é um programa simbólico e, para mim, é uma honra poder refazer um personagem tão famoso. Tive a honra de conhecer a mulher e a filha de Don Adams. Não o conheci porque ele não está mais entre nós, mas para mim é importante assumir esse papel.

O que achava da série?
Eu achava inteligente, subversiva. Não era baseado em isso ou aquilo especificamente... Era uma comédia e refletia o que estava acontecendo no mundo naquele momento, que era a Guerra Fria. Não era apenas uma sátira dos filmes de espião. Queria dizer algo mais, estava fazendo uma reflexão sobre aquele momento.

O filme que você está fazendo tem esses elementos?
No começo, conversei com os roteiristas e acabei me envolvendo no processo criativo. Minha idéia, ou minha visão, era expandir o conceito do programa de televisão e fazer um filme que vivesse uma realidade. Uma realidade que fosse palatável, não necessariamente a nossa, mas que fosse crível. Achei que seria muito mais engraçado se as pessoas acreditassem que esses personagens são verdadeiros.

E quanto a Maxwell Smart?
É um homem com os pés no chão. O filme tem o perfil de uma história de origem, de como ele veio a se tornar um agente. Uma pessoa mais ativa, esperta - ele tem habilidades. Ele não está alinhado com os personagens que normalmente fazem espiões. É um cara que não se encaixa, mas continua, vai adiante

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