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07/10/2008 - 18h24

Filme de Oliver Stone sobre George W. Bush divide críticos

LOS ANGELES - O novo filme de Oliver Stone, "W.", sobre os anos de formação de George W. Bush, dividiu a crítica americana. Há os que o consideraram "incomum e interessante" e aqueles que disseram estar "longe" de ser um bom filme.

Com estréia nos Estados Unidos prevista para 17 de outubro, a três semanas das eleições presidenciais, "W." parece retomar a polêmica de obras anterires de Stone também centradas em presidentes americanos: "JFK" (1991) e "Nixon" (1995).

"O filme oferece uma imagem clara e plausível da maquiagem psicológica do atual líder e, considerando a reputação de Stone e a vasta impopularidade de Bush, um tratamento relativamente imparcial e moderado das políticas recentes", sustenta a revista "Variety".

"Para um filme que podia ser uma sátira arrasadora ou uma rotunda tragédia, 'W.' é, em todo caso, convencional demais, especialmente quanto a seu estilo", acrescenta a publicação.

No entanto, para a "Variety", conhecida como "Bíblia do cinema americano", o filme funciona em sua vertente dramática e como mero entretenimento.

Ela prevê, porém, que não haja grande interesse para o público devido a "não se conhecer o final da história".

Para outra revista, "The Hollywood Reporter", a fita é "ousada", mas "não necessariamente boa".

"Seu maior valor recai na intenção de falar sobretudo do que passa por nossas mentes atualmente sem esperar que o façam os historiadores", explica a publicação.

No plano interpretativo, menção especial merece Josh Brolin, em um "tom perfeito quanto às maneiras e à fala" de Bush.

"Brolin não se parece demais com ele, mas cria um personagem memorável que pode não ser 'W.', mas tem vitalidade em suas certezas e confusões", acrescenta a revista.

"O mesmo acontece com James Cromwell (George H. W. Bush, ex-presidente e pai do atual ocupante da Casa Branca), não tão insistente em imitar o presidente número 41 dos EUA, mas em captar sua natureza paciente e patriarcal", diz a "The Hollywod Reporter".

Da mesmo forma, se elogiam os trabalhos de Richard Dreyfuss como Dick Cheney, de Jeffrey Wright como Colin Powell e de Toby Jones como Karl Rove.

Por outro lado, as mulheres da administração de George W. Bush não estão tão bem representadas, segundo a publicação.

Para a revista, Thandie Newton não convence como Condoleezza Rice, da mesma forma que Elizabeth Banks e Ellen Burstyn, que "parecem não saber o que fazer" com seus personagens, Laura e Barbara Bush, respectivamente.

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