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08/04/2009 - 21h18

"Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" repete clichês femininos, mas diverte

DANIELA SALÚ
Da Redação
"Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" é o tipo de filme que reúne os elementos perfeitos para agradar a quase todas as mulheres: moda, romance, conquistas profissionais e um final feliz. A heroína da história, Rebecca Bloomwood (Isla Fisher), ou apenas Becky, é uma jornalista sem grana que gasta o que tem e, principalmente, o que não tem em roupas, bolsas e sapatos de grifes como Christian Louboutin, Balenciaga e Marc Jacobs. Para isso, faz malabarismos com seus 12 cartões de crédito. O que não significa que ela seja elegante. Suas combinações coloridas e exageradas lhe conferem um visual um tanto duvidoso, apesar das etiquetas estreladas.
  • Divulgação

    Isla Fisher vive uma gastadora compulsiva em "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom"

O sonho de Becky é trabalhar em uma revista de moda, mas para chegar lá, vai topar um emprego em uma publicação de economia - assunto que claramente não é seu forte. Lá, irá conhecer o editor Luke Brandon (Hugh Dancy). Bonito, rico e do tipo "não ligo para roupa", apesar de estar sempre impecável, ele será o maior apoiador de Becky. E, claro, se encantará por ela.

Com elementos que lembram "Sex and the City" e "O Diabo Veste Prada" - o fato de todos terem o figurino assinado por Patricia Field deve contribuir para isso -, "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" é um pouco mais ingênuo e traz uma série de clichês sobre a combinação "mulheres, compras e autoafirmação". Becky tem visões com manequins seduzindo-a para levar algum produto e não entende quando os credores resolvem persegui-la para acertar seus débitos: "Disseram que eu era cliente vip, agora me tratam com ódio", diz a jornalista, inconformada, em uma cena.

Apesar da ser previsível, o filme tem ótimos momentos para quem procura diversão leve e descompromissada. Como na cena em que o pai de Becky, vivido por John Goodman, tenta consolar a filha: "Se a economia americana pode ter bilhões em dívidas, você também pode, e vai sobreviver". Ou como quando a jornalista procura um grupo de autoajuda para consumidores compulsivos e deixa os membros ainda mais sedentos para usarem seus cartões de plástico.

O desfecho cai bem para esta época de crise, principalmente para os americanos. Pena que a permanência da história na cabeça ao deixar o filme seja tão efêmera quanto uma compra feita por impulso.

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