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21/10/2009 - 10h26

Advogado de Polanski sugere que cineasta explique-se nos EUA

Paris, 20 out (EFE).- O diretor de cinema Roman Polanski deve ir aos Estados Unidos para explicar-se na Justiça e evitar permanecer detido durante todo o processo de extradição que pode durar meses, assinalou hoje seu advogado, Georges Kiejman, à emissora "Europe 1".
  • Divulgação

    Polanski é acusado de abuso sexual de uma menina de 13 anos, em 1977, nos Estados Unidos

"Se este processo perdurar por muito tempo, não é impossível que Roman Polanski decida explicar-se nos Estados Unidos", declarou Kiejman, advogado e amigo do cineasta.

Polanski está detido na Suíça desde 26 de setembro por causa de uma ordem de extradição dos Estados Unidos em um processo por ter mantido relações sexuais com uma adolescente em 1977.

O cineasta, de 76 anos, tem remorsos, sem dúvida, assinalou Kiejman, que reconhece que existe a possibilidade que o diretor seja extraditado para os EUA.

Depois que a Justiça determinou que o diretor de "O pianista" deveria permanecer detido pelo risco de fuga, seu advogado insistiu que Polanski é tudo menos um homem perigoso e o descreveu como um ser sensível, generoso e bom marido.

"O momento da emoção passou, todo mundo compreende que é preciso resolver este caso", indicou Kiejman, quem citou a "admirável carta da vítima, escrita há dez anos".

Nela, Samantha Geimer "dizia que um processo público seria mais prejudicial para ela do que para Roman (Polanski), quem perdoou e que desejava que ganhar a liberdade", lembrou o advogado.

Isolado do mundo, em seu regime de detenção Polanski tem direito a três chamadas telefônicas por dia e utiliza o tempo para refletir sobre o filme "The Ghost", que estava rodando, acrescentou Kiejman.

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