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02/11/2009 - 12h00

Helen Mirren encontra oligarca russo como dono de sítio da sua família

Londres, 2 nov (EFE).- A atriz britânica Helen Mirren, de origem russa, deparou-se com um oligarca russo e seus dois guarda-costas ao visitar um sítio roubado de sua família durante a revolução bolchevique.
  • Getty Images

    A atriz Helen Mirren recebe homenagem no recente Festival de Roma, em outubro

Antes de começar a rodar o filme "A Última Estação", que conta o último e tempestuoso ano da vida do romancista Liev Tolstói, Helen Mirren, batizada como Ilnea Mirnov, decidiu fazer uma viagem nostálgica ao sítio de seus aristocráticos antepassados na localidade de Kuryanovo, próximo de Smolensk.

Em entrevista ao jornal "The Daily Telegraph", a atriz contou que ao chegar ao sítio com sua irmã percebeu que o mesmo havia sido assumido recentemente por um jovem oligarca russo, "uma espécie de gângster que se apresentou acompanhado de seus guarda-costas armados".

"Bem-vindas à minha terra", nos disse.

Eu o contestei: "bem-vindo à minha".

"Acho que ele pensava que íamos fazer uma segunda revolução e recuperar o sítio. Talvez, de fato, isso acabe ocorrendo", comenta a atriz.

Em "A Última Estação", Mirren, que ganhou oscar com Elizabeth II no filme "A Rainha", interpreta agora Sofia, a mulher de Tolstói e mãe de seus 13 filhos, que disputa com o secretário do escritor, Vladimir Chertkov, a herança familiar.

Chertkov aredita que os bens deveriam ser entregues ao povo russo, enquanto Sofia defende que a herança deve ficar com seus filhos.

Mirren, de 64 anos, sentiu uma afinidade imediata com o personagem que interpreta: "levo no sangue. Minha tataravó era uma condessa russa. Um lado da minha família pertencia à aristocracia russa, outro, à classe operária inglesa, portanto sou uma contradição viva".

Sobre sua personagem diz que "é um dos grandes papéis femininos do cinema. Sofia é uma mulher temperamental e apaixonada".

Adaptada do romance homônimo de Jay Parini, que aborda a morte do conde Tolstói em uma estação ferroviária, vítima aos 82 anos de uma pneumonia, a versão cinematográfica demorou quase 20 anos para sair do papel e ganhar as telas.

Quando o livro foi publicado em 1990, o ator americano Anthony Quinn quis interpretar Tolstói, mas o projeto fracassou e, após a morte de Quinn em 2001, o papel interessou ao britânico Anthony Hopkins, que queria Meryl Streep como Sofia, algo que também não prosperou.

Com o roteiro de Michael Hoffmann, que se encarregou também da direção, o filme começou a ser rodado, com o ator Christopher Plummer no papel.

"É um filme em torno do amor, do amor dos jovens e dos velhos. Mostra as vantagens, mas também os desastres provocados pelo amor. Os personagens são maravilhosos, foi um presente fazer esse filme", elogiou a atriz.

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