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COMUNICAR ERROPor Shilpa Jamkhandikar
MUMBAI (Reuters) - Quando Dhundiraj Govind Phalke decidiu fazer um filme em 1911, foi ridicularizado e sofreu com a falta de dinheiro. Destemido, vendeu a maior parte de seus bens para fazer o primeiro filme da Índia, "Raja Harishchandra", plantando as sementes para o que hoje é a maior indústria de cinema do mundo.
Quase um século depois, quando o artista de Mumbai Paresh Mokashi decidiu fazer seu primeiro filme, ele escolheu contar a história de Phalke, mas descobriu que sua própria situação não era muito diferente da de seu personagem.
"Eu hipotequei minha casa, gastei até o último centavo que tinha no bolso. Muitas pessoas não tinham certeza sobre o roteiro e o tema do filme", disse à Reuters Mokashi, que completou "Harishchandrachi Factory" em 2008.
A história de Mokashi tem um final feliz: "Harishchandrachi Factory" é a passagem da Índia para o Oscar de Filme Estrangeiro na próxima cerimônia da Academia. E a UTV Motin Pictures, uma das maiores produtoras da casa, já adquiriu os direitos sobre o filme.
"Meu objetivo era contar a história do homem que começou o que agora é a maior indústria de cinema do mundo. Phalke enfrentou muitos problemas enquanto fazia o filme", disse Mokashi.
"Ele não tinha experiência anterior, não tinha dinheiro e tinha uma família para alimentar. Mesmo assim, enfrentou todos esses obstáculos com um sorriso e uma atitude enérgica", acrescentou.
Phalke, conhecido como o pai do cinema indiano, lançou "Raja Harishchandra" em 1913. Ele faria 95 filmes e 26 curtas em 19 anos de carreira.
Ele morreu em 1944, mas seu nome sobrevive no prêmio Dadasaheb Phalke, criado em sua homenagem pelo governo em 1969 e que é, ainda hoje, a maior honraria no cinema indiano.
No filme de 2008, Phalke quase perde a visão por olhar em gravuras minúsculas no escuro, e convence amigos e familiares a participarem de seu filme, baseado na antiga fábula hindu do rei Harishchandra.
Mokashi diz que a vida de Phalke o inspirou enquanto fazia seu filme de estreia, com um orçamento de apenas 600 mil dólares.
"Minha família me deu total apoio quando decidi hipotecar a nossa casa. Todo mundo na unidade estava feliz em tentar fazer o melhor com o que estivesse à disposição porque todos nós aprendemos com a lição de vida de Phalke", disse.
O filme, que foi rodado em Marathi, uma língua falada no estado de Maharashtra, no oeste da Índia ,onde Phalke viveu, vem atraindo críticas elogiosas desde seu lançamento no país, e fechou o festival de cinema South Asian International em Nova York.
Siddharth Roy Kapur, da distribuidora UTV, disse que a empresa quer exibir o filme nos Estados Unidos antes do Oscar no próximo ano para melhorar suas chances de vitória.

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