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12/08/2010 - 16h03

Stallone retoma filmes de ação em "Os Mercenários"

  • Sylvester Stallone (centro), aparece em cena de ''Os Mercenários'', ao lado dos atores Jason Statham (à esquerda) e Randy Couture

    Sylvester Stallone (centro), aparece em cena de ''Os Mercenários'', ao lado dos atores Jason Statham (à esquerda) e Randy Couture

SÃO PAULO (Reuters) - "Os Mercenários", que estreia no país na sexta-feira, em cópias dubladas e legendadas, mistura comédia, ação e saudades da década de 1980, mas nenhum dos elementos parece funcionar direito sob a direção de Sylvester Stallone, que escreveu o roteiro em parceria com Dave Callaham.

Parte do filme foi rodada no Brasil e Stallone deu declarações polêmicas sobre essa experiência. Em entrevista na Comic-Com, há algumas semanas, ele disse que gostou de filmar no Rio de Janeiro pois podia explodir tudo e as pessoas ainda diziam obrigado e lhe davam um macaco de presente. Em cena, Stallone e companhia explodem muita coisa, mas não ganham nenhum animal de estimação.

Stallone e um grupo de outros homens rudes - entre eles Jet Li e Jason Statham - ganham a vida matando pessoas, derrubando governos ditatoriais ou executando missões pelas quais recebem pagamento. A atual missão é livrar um país fictício da América Latina de um ditador. Para tanto, alguns membros do grupo se deslocam até o local e entram em conflito com o governo do general Garza (David Zayas), bancado por um traficante norte-americano (Eric Roberts).

TRAILER DO FILME ''OS MERCENÁRIOS"

Essa é a desculpa para pirotecnias e pancadarias e, para os nostálgicos, uma visita aos filmes da década de 1980 protagonizados por Stallone, Dolph Lundgren, Jean-Claude van Damme e Steven Seagal, sempre recheados com muita adrenalina. Embora Lundgren esteja em "Os Mercenários", van Damme e Seagal, estranhamente, não aparecem em nenhuma cena. Em uma entrevista, o diretor disse que convidou a dupla, mas foi esnobado por eles.

Giselle Itié, nascida no México, mas radicada no Brasil, faz a filha de Garza, a única personagem feminina com algum destaque. Ela, no fundo, é o motivo pelo qual o personagem de Stallone, Barney, aceita a missão suicida. No entanto, essa paixonite que beira a inocência juvenil nunca é convincente o bastante para justificar as ações do protagonista.

Mas, uma pessoa disposta a ver "Os mercenários" está pouco ligando para deficiências de roteiro, para a aparência bizarra de Stallone e Mickey Rourke ou para o figurino bem comportado de Giselle. Aos trancos e barrancos, o filme tenta cumprir o que promete, distribuindo muita pancadaria.

Com "Os Mercenários", Stallone parece dizer que o cinema de ação contemporâneo não seria nada sem os ídolos do gênero dos anos de 1980 - inclusive, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger fazem uma pequena participação. Mas, no fundo, o filme parece uma reprise de uma sessão da tarde ruim, com muita explosão, mas sem ao menos um muito obrigado e um macaquinho de presente.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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