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28/10/2011 - 16h20

Salma Hayek é uma gata sem garras e sem lei em "Gato de Botas"

Por Zorianna Kit
Reuters
  • Cena da animação Gato de Botas

    Cena da animação "Gato de Botas"

LOS ANGELES (Reuters) - Salma Hayek já foi muitas coisas: estrela de cinema, diretora, produtora, esposa e mãe. Nesta sexta-feira (28), ela soma os atributos "sem garras e sem lei" à lista, fazendo o papel da feroz heroína Kitty Softpaws no novo desenho animado "Gato de Botas".

O filme é estrelado por Antonio Banderas como o Gato de Botas, com voz sexy e capacidade de lançar olhares tristes, apresentado inicialmente em "Shrek 2", de 2004.

Neste filme, o Gato de Botas se une a Kitty Softpaws, uma ladra felina que teve suas garras cortadas, e Humpty Dumpty (Zach Galifiankis) para frustrar os esforços malvados de Jack e Jill (Billy Bob Thornton e Amy Sedaris), que querem plantar feijões mágicos e roubar um ganso de ouro.

A Reuters conversou com Hayek, de 45 anos, sobre seu primeiro trabalho com animação, sobre Valentina, sua filha de 4 anos com o bilionário francês François-Henri Pinault, e a vida de uma mamãe em Paris.

"Gato de Botas" tem estreia no Brasil prevista para 9 de dezembro.

Reuters - Como foi sua primeira vez fazendo um filme de animação?

Salma Hayek - Foi incrível! Você não precisa levantar duas horas antes das outras pessoas porque é mulher e seu cabelo e maquiagem levam mais tempo. Não precisa pensar no que vestir. Não precisa ficar bonita. Não precisa fazer regime. É só ir lá e fazer o trabalho. Foi uma libertação!

TRECHO DE "GATO DE BOTAS"

Reuters - Você criou uma voz específica para o papel?

Hayek - Não. Eu pretendia usar minha própria voz, porque meu sotaque já é um pouco como um filme de animação!

Reuters - Geralmente nos filmes de animação cada pessoa grava sua voz separadamente, mas você e Antonio trabalharam juntos. Por quê?

Hayek - Para que, quando Antonio improvisasse alguma coisa, eu pudesse me defender! E qualquer comentário que eu fizesse ele pudesse rebater. É uma coisa muito viva.

Reuters - Sua filha deve achar você muito legal.

Hayek - Agora estou com tudo aos olhos dela. Ela está com muito orgulho de mim. Fico quase emotiva quando a vejo pegar a boneca (da gata), e quando qualquer pessoa chega em casa ela diz "esta é minha mãe. Minha mãe fez esta personagem, Kitty Softpaws, ela é a voz dela e é demais!".

Reuters - Então sua filha já entende os truques do cinema?

Hayek - Agora ela entende, mas antes não entendia e era um pouco como explicar sobre o Papai Noel. Quando ela tinha 2 anos, queria conhecer Dora [a Exploradora] e Boots [o macaco amigo dela]. Quando levei até ela Dora e Boots, ela cochichou para mim: "Mãe, esta não é a Dora. Aquele não é o Boots, é um bicho de pelúcia. Mentiram para você."

Reuters - Você não trabalhou muito desde que deu à luz, com exceção do filme "Gente Grande", de Adam Sandler, no ano passado.

Hayek - Sim, e mesmo depois daquele filme passei um ano sem trabalhar. Eu trabalho se algo interessante aparece, mas você fica mais seletiva nas coisas que escolhe fazer porque já está se divertindo tanto, sendo mãe. E eu estava superocupada lançando uma linha de beleza, a Nuance. Foi muito trabalho.

Reuters - Mas agora você tem quatro filmes saindo depois de "Gato de Botas".

Hayek - Fiz um filme espanhol ("The Spark of Life"), um francês ("O Americano"), uma comédia com Kevin James ("Here Comes the Boom") e um filme com Oliver Stone, "Savages". Nunca mais quero trabalhar como trabalhei no ano passado!

Reuters - Pensei que você estava simplesmente curtindo a maternidade!

Hayek - Quando terminei os três primeiros filmes, eu disse "agora chega". Mas então Oliver Stone me ofereceu esse papel, do tipo que só aparece uma vez na vida, de rainha dos cartéis de drogas. Como eu poderia ter dito não?

Reuters - Agora você vive em Paris e trabalha no cinema europeu, como em "O Americano". Você tem saudade dos Estados Unidos?

Hayek - Às vezes, sim, mas estou muito feliz em Paris. Meu marido é maravilhoso, e Paris é um bom lugar para minha filha. Quando você cria uma família, passa a sentir que sua casa é onde está sua família.

Reuters - A empresa de seu marido é dona de grifes de luxo como Gucci, Balenciaga e Yves Saint Laurent. Isso quer dizer que você ganha tantas roupas e bolsas de grife quanto quiser?

Hayek - (Ri) Sim, ganho, mas minhas amigas aproveitam isso mais que eu. Elas adoram. Elas brincam comigo, dizendo "como foi que você, a menos fashionista de nós, agarrou aquele homem?" Mas não foi isso o que me atraiu. O que me deixou mais interessada nele foi o fato de ele ter um time de futebol.

Reuters - Valentina demonstra algum jeito para ser atriz? Ou para a moda?

Hayek - Eu queria poder dizer outra coisa, mas ela adora representar, cantar, dançar, se fantasiar, dirigir. Ela entende superbem a dinâmica de um set. Quando estávamos rodando "Here Comes the Boom", algumas vezes o diretor até a deixou dizer "ação!". Ela não ficou sem jeito, levou muito a sério. Ela fica sentada diante do monitor para assistir às tomadas. Ela se interessa muitíssimo.

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