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Amber Heard diz que se deu conta do machismo após denunciar Depp

Getty Images
Amber Heard falou sobre machismo e como foi assumir romance homossexual em Hollywood Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

17/11/2017 17h23

Uma das estrelas de “Liga da Justiça”, a atriz Amber Heard falou, indiretamente, sobre a violência doméstica que sofreu por parte do ex-marido, o ator Johnny Depp, e lembrou que foi aconselhada por colegas de Hollywood a não assumir um romance com uma mulher.

Em entrevista à revista “Allure”, Heard mencionou a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e afirmou que percebeu a extensão do machismo pouco antes dela, na época em que suas denúncias contra Depp vieram a público.

“Eu já tinha percebido que as raízes da misoginia são mais profundas e onipresentes. Eu não me dei conta disso até um ano e meio atrás. Eu vivia com a cabeça enterrada na areia porque eu fazia comparações com outros lugares ou com o passado. Eu não percebia o quão longe precisamos ir para sermos iguais, para ser justo”, disse.

Heard denunciou Depp em maio de 2016, e fotos de seu rosto com hematomas logo depois chegaram à imprensa internacional. Meses depois, os dois finalizaram o divórcio em um acordo e a atriz retirou as queixas. Ela recebeu US$ 7 milhões do ator, e doou todo o valor para instituições beneficentes.

Conselhos para não assumir romance

Definida como bissexual por muitos tabloides, Heard disse que, na verdade não se identifica com nenhum rótulo: “Eu sou uma pessoa. Eu gosto de que meu gosto”.

Ela teve de lidar com o interesse por sua orientação sexual, porém, quando foi flagrada segurando as mãos da mulher que estava namorando na época  -- e não negou. “Todo mundo me disse: ‘Você não pode fazer isso’. Eu fiz um filme com Nicolas Cage, e estava fazendo outro com Johnny. E todo mundo me disse ‘você está jogando tudo fora. Você não pode fazer isso com sua carreira’. E eu respondi ‘Eu não posso fazer isso de outra forma’.”

“Eles observaram que nenhum outro par romântico em atividade, nenhuma outra atriz, estava fora do armário. Eu não saí do armário. Eu nunca estive dentro dele. É limitador, essa coisa LGBTQ. Serviu como um guarda-chuva para pessoas marginalizadas que estavam sendo privadas de seus direitos, mas perde eficiência por conta das nuances da natureza humana. Conforme nos educamos mais e descobrimos mais sobre nossa natureza, vamos acrescentando mais letras. Eu não me importo com quantas letras você vai adicionar. Em algum ponto, elas vão dizer ‘somos humanos’”.
 

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