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"Star Wars" é uma válvula de escape para uma era obscura, diz Mark Hamill

Frazer Harrison/Getty Images
O ator Mark Hamill, astro da saga "Star Wars" Imagem: Frazer Harrison/Getty Images

Da Cidade do México (México)

21/11/2017 22h07

Na longínqua galáxia onde se passa Star Wars, as pessoas conseguem escapar se seus problemas, disse nesta terça (21) na Cidade do México o ator americano Mark Hamill, que há quatro décadas vive o herói Luke Skywalker na saga criada por George Lucas.

"A história se repete, estamos em uma era muito obscura e as pessoas precisam desta forma de escapar, pode-se ir para Hogwarts [a escola de magia do universo Harry Potter] ou para nosso mundo, que são lugares maravilhosos de se ir e esquecer dos problemas", afirmou este veterano ator durante uma coletiva de imprensa.

Para Rian Johnson, diretor do mais recente filme da série, "Star Wars: Os últimos Jedi", com estreia prevista para 14 de dezembro no Brasil, a mítica saga de ficção científica é das poucas coisas que ainda podem enviar mensagens positivas ao mundo.

Em sua opinião, a razão pela qual a trama épica, lançada no cinema na década de 1970, é frequentemente usada como analogia para explicar eventos políticos atuais, tem a ver com o próprio poder de sua história.

"Politicamente, para mim, a razão pela qual sempre se usam analogias de 'Star Wars' na cultura pop, na política e em eventos atuais, o que acontece nos últimos 40 anos, sem importar o fundo ou o que está ocorrendo, é porque a história é muito mais poderosa do que qualquer analogia política direta que se possa fazer", avaliou Johnson.

"Acho que o poder de Star Wars é muito mais profundo que isso. Afinal, nos informamos do que está acontecendo em nosso dia a dia e por isso se pode aplicar a trama da saga. Assim ocorreu com os primeiros filmes e espero que aconteça com o que estamos fazendo agora", acrescentou.

A vida sem Carrie Fisher

Escrito e dirigido por Rian Johnson, e produzido por Kathleen Kennedy e Ram Bergman, "Star Wars: Os últimos Jedi" apresenta a continuidade da saga dos Skywalker, enquanto os heróis de "Star Wars: o Despertar da Força" se unem às lendas intergaláticas em uma aventura época em que se revelam os mistérios milenares da Força.

Neste novo filme, também conhecido como "Episódio 8", a atriz britânica Daisy Ridley repetiu sua participação no papel de Rey.

"Não sinto que seja um modelo a seguir porque Rey é mil vezes melhor do que eu, sendo assim me sinto muito afortunada por interpretá-la. Não tenho o destino da galáxia nos meus ombros, é só um filme que faz as pessoas felizes", disse Ridley ao falar da pressão que sua personagem poderia provocar.

Para Hamill, é surpreendente ver todas as meninas querendo ser como Rey, algo que ele diz emocioná-lo.

"É algo como o que aconteceu antes com a Mulher Maravilha, com Sigourney Weaver em 'Alien', ou Linda Hamilton em 'O Exterminador do Futuro'", destacou o ator de 66 anos.

Ao lado de Ridley, voltam a atuar no filme Adam Driver como Kylo Ren, John Boyega no papel de Finn e Oscar Isaac como Poe Dameron, além da falecida Carrie Fischer no papel de Leia.

"Tudo com respeito a Carrie [Fischer] é maior que a vida. Sempre queria viver cada momento ao máximo. Sem ser egoísta, me incomoda que não esteja aqui porque estaria me mostrando o dedo do meio e fazendo gestos, enquanto tento responder às suas perguntas", disse Hamill.

"Era impecável! Exceto nestes casos, mas não posso imaginar minha vida sem ela", acrescentou, saudoso, o ator em alusão à atriz, falecida em 26 de dezembro de 2016.

"Star Wars: Os últimos Jedi" terá sua estreia internacional nos primeiros minutos de 15 de dezembro, mas em alguns países, como Brasil e México, poderá ser assistido um dia antes.

"Para nós, a América Latina é um mercado imenso, e o certo é estar aqui pelo apoio que têm dado aos personagens e à franquia por todos estes anos", afirmou o produtor Ram Bergman.

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