O Tesouro de Sierra Madre

Dois americanos que vadiam pelo México unem-se a velho mineiro para procurar ouro nas montanhas. Mas a cobiça, a ambição e os bandidos mexicanos conspiram contra o sucesso da empreitada. <BR><div id="comentarios"><h1>COMENTÁRIOS</h1> Aventura clássica do diretor John Huston, um de seus melhores filmes e pelo qual recebeu merecidamente os Oscars de Direção e Roteiro (adaptando o livro de sucesso na época, escrito por autor misterioso cuja identidade ninguém pôde determinar até hoje). Ele melhorou o equilíbrio entre os personagens e caracterizou-os mais claramente: o velho que já viu tudo e apenas acompanha tranqüilamente o desenrolar dos acontecimentos em oposição aos dois jovens, um mau, mesquinho e agressivo e o outro bom, mas passivo e indeciso. <Br><Br>Como em muitos dos filmes de Huston, ele faz um contraponto irônico entre os planos ambiciosos que as pessoas constroem e os pequenos movimentos que o destino faz para destruí-los. O roteiro é repleto de coincidências e acasos que sugerem a fatalidade conduzindo-os para a beira do abismo. Foi um dos primeiros filmes a serem feitos em locações (no México, numa região que Huston adorava) e isso lhe dá uma grande autenticidade e cor do local.<Br><Br> Além disso, o elenco é excelente: Walter Huston (pai do diretor e que recebeu o Oscar de Ator Coadjuvante pelo papel) era um ator de grande prestígio, mas que nunca chegou a ser um astro e aqui, em um de seus últimos filmes, tem um de seus melhores momentos e pelo qual é mais lembrado (ele não aparentava a idade para o papel e usou bastante maquiagem para envelhecer; além disso atuou sem dentadura para adicionar autenticidade ao velho mineiro); Bogart está simplesmente perfeito como um dos vilões mais desagradáveis e repulsivos de sua carreira (e pelo qual, por um daqueles mistérios da Academia, sequer foi indicado ao Oscar), e Tim Holt (cowboy de faroeste de filmes B e de "Soberba", de Orson Welles), também em um dos seus melhores papéis, dá conta de co-estrelar com os dois astros e faz um bom contraponto ao personagem de Bogart. <Br><Br>O filme tem ainda várias pontas curiosas: o próprio diretor faz o americano de terno branco que dá dinheiro para Bogart logo no começo do filme; o pequeno mexicano que vende loterias é feito por Robert Blake, mais tarde o Baretta da TV; o pai de Tim Holt, o astro de westerns e filmes de ação Jack Holt, aparece brevemente na hospedaria conversando com Walter Huston; e, numa brincadeira com o diretor, a estrela da Warner Ann Sheridan faz uma prostituta que passa rapidamente pela calçada e depois é vista ao fundo entrando em um hotel. A trilha musical soturna e fatalista de Max Steiner acrescenta muito ao resultado final e é das melhores entre as inúmeras que o mestre fez para o estúdio.<Br><Br> Excelente edição em dois discos.

Nome original:
The Treasure of The Sierra Madre
Diretor:
John Huston
Elenco:
Humphrey Bogart, Walter Huston, Tim Holt, Bruce Bennett, Barton MacLane, Alfonso Bedoya, John Huston, Robert Blake, Ann Sheridan
Duração:
126 min
Ano:
1948
Cor:
Preto e Branco

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