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5 motivos por que Better Call Saul está a um passo de superar Breaking Bad

Do UOL, em São Paulo

29/06/2017 10h25

Apesar de ser derivada de uma das séries mais badaladas dos últimos anos, "Better Call Saul" nunca chegou a ter a mesma repercussão de "Breaking Bad". Mas em sua terceira temporada, que terminou neste mês, a produção provou que tem bagagem para ser tão boa -- ou até melhor -- do que a original. 

Criada por Vince Gilligan, o criador de "Breaking Bad", e Peter Gould, roteirista da série, a história de origem de Saul Goodman, quando ele ainda usava o nome real de Jimmy McGill, teve um começo lento, mas atingiu seu ápice até o momento com uma temporada marcada por boas atuações e cenas memoráveis, que a tornam divertida de assistir mesmo com o espectador sabendo como ela vai acabar.

Confira abaixo os motivos que colocam o spin-off bem perto de sua "série-mãe":

ALERTA DE SPOILER: NÃO LEIA SE NÃO QUISER SABER DETALHES DA TERCEIRA TEMPORADA DE "BETTER CALL SAUL"

  • Reprodução

    Os dramas de Jimmy/Saul

    A trajetória meteórica de Walter White no mundo do crime veio acompanhada de mortes, destruição e uma busca intensa pelo poder. Mas a jornada de Jimmy para se tornar Saul é diferente: ele tem consciência de suas ações erradas e tenta ser melhor e conseguir a admiração do irmão Chuck, mas falha e se envolve em esquema atrás de esquema ? até velhinhas ele já manipulou! ? para depois tentar consertar as coisas, o que nem sempre é possível. E a forma como esse drama íntimo é levado para a tela, por meio do roteiro e da interpretação acima da média de Bob Odenkirk, o torna muito interessante de se assistir.

  • Divulgação

    Michael McKean

    O ator que dá vida a Chuck McGill, o irmão de Jimmy, merece um tópico à parte. A performance excepcional de McKean como um dos melhores personagens das séries atuais foi o ponto alto dos novos episódios -- e o credencia como o grande favorito da temporada premiações da TV americana. O ator, que se tornou famoso nos Estados Unidos por seus papéis cômicos, conduziu com segurança a trajetória dramática de Chuck, que lidava com uma doença mental (ele acreditava ser alérgico a eletricidade) e com o sentimento de ser preterido em relação ao irmão, que, mesmo com todos os seus erros e trapaças, recebia o afeto que ele não tinha, apesar de andar na linha. No episódio final da terceira temporada, McKean dá um show ? e faz o espectador embarcar em momentos que poderiam soar forçados fossem interpretados por outra pessoa.

  • Reprodução/AMC

    Ele se aprofunda em velhos conhecidos

    "Breaking Bad" já tinha um prato cheio com Walter White e Jesse, personagens complexos, cheios de falhas e com muito potencial a ser explorado. Mas a série ficou marcada pelos coadjuvantes ricos e interessantes ? e "Better Call Saul" faz um ótimo trabalho ao nos mostrar um pouco mais deles. Introduzindo Gus Fring e Lydia Rodarte-Quayle, a terceira temporada permitiu que os fãs conhecessem nuances de personagens que já estão marcados em sua memória e ainda entendessem como surgiu o grande esquema de distribuição de drogas exibido na série original.

  • Divulgação

    ... e também tem ótimos personagens originais

    O caminho mais fácil para um spin-off seria se apoiar nos personagens já conhecidos e tratar com desleixo os novatos, mas "Better Call Saul" fugiu disso com o já mencionado Chuck e com a advogada Kim, ambos personagens bem construídos que ganharam tramas próprias relevantes para a série ? e interessantes de se acompanhar.

  • Divulgação

    Ela pega o melhor de "Breaking Bad"

    A fotografia cuidadosa e inovadora, os detalhes que depois terão um papel importante, o desenvolvimento dos personagens: "Better Call Saul" tem todos os pontos fortes que fizeram "Breaking Bad" ser uma das principais expoentes da nova "era de ouro da TV" -- com a vantagem de que seus criadores tiveram tempo de aperfeiçoar a fórmula, já consagrada com uma série de Emmys e Globos de Ouro.