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Igual, mas diferente: 5 coisas de "A Bela e a Fera" que você não viu antes

Divulgação
Dan Stevens e Emma Watson em cena de "A Bela e a Fera" Imagem: Divulgação

Natalia Engler

DO UOL, em São Paulo

16/03/2017 04h00

Se existe uma certeza sobre refilmagens é que elas recontam a mesma história que já foi apresentada em um filme anterior. Com "A Bela e a Fera" não é diferente: você sabe, tem o príncipe arrogante transformado em monstro por uma feiticeira, tem a mocinha de bom coração que pode quebrar o feitiço, o candelabro e o relógio tramando para unir o casal, os mesmos números musicais do clássico desenho de 1991. As semelhanças são tantas que a gente até se pergunta se realmente precisávamos de um novo filme.

Mas, mesmo a comparação podendo ser feita quase quadro a quadro, o novo "A Bela e a Fera" ainda traz novidades --e nem é só sobre ter Emma Watson e outros atores de verdade nos papéis. A versão traz também algumas (poucas) inovações que podem surpreender até os fãs que sabem cantar de cor cada verso das músicas.

"À vontade, à vontade / Prove a nossa qualidade..."

Igual, mas diferente

  • Bela, pragmática e da rua

    Nada daquela Bela sonhadora e meio desligada, que andava pela vila com a cara enfiada em um livro, correndo o risco de tropeçar a qualquer momento. A princesa de Emma Watson está mais para pragmática, muito ligada em como resolver os problemas práticos da vida. E para não tropeçar nem machucar os pés cuidando da horta ou andando a cavalo, botas. Para não perder tempo lavando roupas e poder ler mais livros ou ensinar uma criança a ler, uma máquina de lavar roupa movida a tração animal. Pena que os outros habitantes da vila não gostem muito da ideia?

  • Reprodução

    Fera cantora

    Na animação, todo mundo tinha direito a brilhar com um número musical próprio --Bela, Gaston, Madame Samovar, Lumière-- menos a Fera, algo imperdoável, ainda mais para um personagem que, afinal, tem seu nome no título do filme. A nova versão corrige isso e dá ao ator Dan Stevens a oportunidade de mostrar seus dotes musicais em um número cheio de dor de cotovelo, que mostra toda a tristeza da Fera quando Bela vai embora para salvar seu pai. Ouça no UOL Música Deezer >> Leia mais

  • Reprodução

    Mini-Fera

    Nesta nova versão, Fera ganha mais espaço também em flashbacks. A história de como o príncipe foi amaldiçoado por uma feiticeira depois de recusar hospitalidade a uma mulher velha e maltrapilha ainda está lá, logo no início do filme. Mas somos levados também a um momento anterior, quando a Fera era um menininho inocente, e podemos entender um pouco sobre como ele se tornou um homem arrogante e vaidoso --e o que os servos do castelo tiveram a ver com isso, para serem condenados pela maldição junto com seu mestre.

  • Divulgação

    Paris

    Se você sempre se perguntou por que Bela se sentia tão deslocada em sua pequena vila, o novo filme joga um pouco de luz nesse mistério ao mostrar a vida de sua família em Paris, antes de mudarem para o interior da França, quando ela ainda era um bebê. E também finalmente ficamos sabendo o que aconteceu com a mãe da heroína.

  • LeFou do bem

    Você já deve ter ouvido falar da grande polêmica sobre LeFou ser gay na nova versão, mas nem se preocupe muito com isso, porque é tudo muito sutil --e o tal "grande momento" que levou cinemas a banirem o filme é tão rápido que é capaz de você perder se piscar. O que não é nada sutil é outra mudança no personagem: ele não é mais o bobalhão capacho e saco de pancadas de Gaston, mas tem um humor bem ácido e sarcástico, que várias vezes aponta até para o seu amado amigo. E não só isso: LeFou tem o coração no lugar e é capaz de rever sua lealdade quando necessário.