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Mulheres-Maravilha: 5 coisas que seriam diferentes sem elas no comando

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Gal Gadot em cena de "Mulher-Maravilha" Imagem: Divulgação

Natalia Engler

Do UOL, em Los Angeles*

08/06/2017 04h00

Que “Mulher-Maravilha” é um marco nos filmes dirigidos e protagonizados por mulheres, você com certeza já sabe. O primeiro longa da heroína, dirigido por Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”) e estrelado por Gal Gadot já acumula vários recordes: é o filme mais caro já dirigido por uma mulher (custou US$ 150 milhões), a maior estreia de um filme dirigido por uma mulher (US$ 228,3 milhões no mundo todo) e conseguiu atrair um público feminino recorde para um filme de super-herói (52% nos EUA, enquanto a média do gênero é de apenas 40%).

Mas, além dos marcos comerciais, o longa e suas filmagens seriam bem diferentes se não houvesse uma mulher à frente e um elenco majoritariamente feminino. De inversão de papéis a maridos cuidando de bebês enquanto as mulheres gravam uma cena de batalha, conheça cenas e bastidores de “Mulher-Maravilha” que não seriam os mesmos sem elas no centro da ação.

ATENÇÃO, SPOILERS! NÃO CONTINUE A LEITURA SE VOCÊ NÃO QUER SABER DETALHES DA TRAMA DE "MULHER-MARAVILHA".

Assista ao trailer de "Mulher-Maravilha"

* A jornalista viajou a convite da Warner Bros.

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    Heroína diferentona

    A gente já conhece o tipo: o cara torturado pelo passado, com superpoderes ou grana suficiente pra tentar compensar as angústias tentando salvar o mundo. A Mulher-Maravilha do filme não só é diferente desses super-heróis por ser mulher, mas sua jornada tem elementos tradicionalmente muito mais ligados à experiência feminina, e não menos heroicos: ela teve uma infância feliz, uma mãe amorosa e age não porque se decepcionou com o mundo, mas porque acredita nele. "Conhecemos os super-heróis, sabemos o que eles representam, mas estamos numa crise no mundo agora, o que nos leva a questionar qual tipo de herói você quer ser", diz a diretora Patty Jenkins. "As intenções [da Mulher-Maravilha] são de tornar as pessoas melhores. Ela não está aqui para lutar, para combater o crime, nada disso. Ela faz tudo isso como parte do processo de defender a humanidade e permitir que se tornem melhores. Mas ela acredita no amor, na verdade e na beleza, e é incrivelmente forte".

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    Quem se importa em vencer?

    Participar de uma guerra, para Diana (Gadot), tem um significado completamente diferente do que tem para o espião americano Steve Trevor (Chris Pine): enquanto ele se preocupa com estratégias para vencer a Primeira Guerra Mundial, ela quer acabar com o conflito para poupar vidas, algo que tem tudo a ver com empatia, uma qualidade geralmente vista como feminina. "O interessante sobre essa disparidade é que ela tem uma esperança infinita, já que nada pode detê-la", disse Pine ao UOL. "Isto dá a alguém como Steve, que viu o pior da humanidade, a esperança que ele precisa. Quando ele a encontra, é um homem do século 20 desiludido, viu o pior da humanidade. E sem conhecer essa mulher maravilhosa, provavelmente se afundaria no desespero. A esperança dela é o que permite que ele entre na 'Terra de Ninguém' [espaço devastado entre as trincheiras dos alemães e dos Aliados] e veja que há a possibilidade de derrotar algumas pessoas más e salvar muita gente".

  • Imagem: Divulgação/Warner Bros.
    Divulgação/Warner Bros.
    Imagem: Divulgação/Warner Bros.

    "Donzelo" em perigo

    Aqui, não temos uma mocinha em perigo, mas um mocinho, salvo mais de uma vez pela heroína. "Como era novidade, pude abordar com senso de humor", conta Pine. "Mas posso dizer que ouvir perguntas sobre ser a 'mocinha em perigo' mexe com a minha vaidade, desperta uma atitude defensiva. Não consigo imaginar como é fazer essas entrevistas se você é uma mulher na mesma situação". Mas a inversão de papéis não para por aí: em uma cena hilária, depois que Trevor vai parar na ilha das Amazonas, ele é examinado por Diana enquanto sai do banho, nu, e é questionado se representa um homem "na média". "Me lembrou 'Indiana Jones e o Templo da Perdição', com Kate Capshaw, quando ela sai do banho", continua o ator. "Uma das primeiras cenas que a Patty descreveu para mim foi a da fala sobre ser um 'homem acima da média'. Pensei que era muito boa, queria fazer aquela cena. Só tive que malhar um pouco, para aparecer na minha melhor forma. E é engraçado porque é uma inversão completa. Ela está sentada ali como um cara, olhando e objetificando Trevor completamente".

  • Imagem: Alex Bailey/TM & © DC Comics
    Alex Bailey/TM & © DC Comics
    Imagem: Alex Bailey/TM & © DC Comics

    Mulheres guerreiras, homens com bebês

    Um dos pontos altos de "Mulher-Maravilha" é a cena da batalha das Amazonas com os alemães, que acabam por acaso na ilha mítica de Themyscira, com dezenas de mulheres empunhando espadas, escudos e arcos --algo se não inédito, bem raro de ver no cinema. "Quando vi o filme, me perguntei como era possível que fosse a primeira vez, pelo menos pra mim, que via uma grande sequência de batalha comandada por mulheres", diz Gal Gadot. "Quando você já viu isso, mulheres lutando com seu próprio estilo, e arrasando" Foi fascinante, muito original. Quando filmamos [na Itália], tinha os homens com os carrinhos e as crianças, as mulheres filmando na praia, os homens passando o dia na praia, todo mundo se divertindo". "Tinha todos os maridos e namorados visitando, empurrando carrinhos", completa Pine. "Era muito engraçado, era como uma comunidade. As mulheres estavam na praia filmando as cenas de batalha em cima de seus cavalos e eu ia pra academia malhar e via 15 a 20 mulheres levantando pesos pesados, fazendo crossfit", conta, rindo.

  • Imagem: Clay Enos/Warner Bros.
    Clay Enos/Warner Bros.
    Imagem: Clay Enos/Warner Bros.

    Família feliz

    Além da diretora, a grande quantidade de mulheres no set nas filmagens das cenas em Themyscira deu outro clima ao ambiente. "O clima era de uma irmandade de mulheres", conta Gadot. "Não havia inveja ou ciúmes, queríamos saber como as outras estavam, nos abraçávamos. Trabalhei muito em ambientes dominados por homens em grandes franquias, e sinto que a energia que tivemos no set era muito inclusiva, todo mundo se sentia incluído, todos os departamentos. Eu sabia os nomes de todos os operadores de câmera e outros funcionários, sabia quantos filhos tinham. Parecia uma grande e feliz família". Pine concorda: "Posso dizer, como outsider, que elas estavam muito animadas. Tinha um senso de companheirismo do qual eu certamente não participava (risos)". "E a Patty é uma grande líder de torcida!", conta Robin Wright, que interpreta a general Antíope. "A melhor líder de torcida! Ouvi-la gritar 'Incrível' no megafone todos os dias com tanto entusiasmo era ótimo".

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