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Há 50 anos morria Marilyn Monroe, ícone eterno da sensualidade

Divulgação
A estrela Marilyn Monroe morreu em 1962 Imagem: Divulgação

04/08/2012 11h16

Ela era a imagem da loira fatal e, 50 anos após sua morte repentina, o debate sobre a revolução sexual de Marilyn Monroe ainda sobrevive.

Monroe não foi a primeira 'pin-up' de Hollywood ou mesmo uma loira natural.

Contudo, entre o famoso suéter vermelho apertado, as fotos da Playboy e o episódio do vestido esvoaçante sobre a ventilação do metrô de Nova York, a jovem, antes conhecida como Norma Jeane Baker, transtornou os Estados Unidos e o mundo.

Seus casamentos com celebridades e a fama, que ia muito além de sua modesta lista de participações no cinema, ajudaram a criar um símbolo sexual reverenciado por cantoras pop, atrizes e fashionistas até hoje.

"Marilyn Monroe alcançou uma aura", disse Goetz Grossmann, produtora-executiva de um novo filme sobre a atriz chamado "Blonde" à AFP.

"Você não pode fugir de Marilyn Monroe. Ela atingiu um status icônico".

Muito além de biografias, como a recente "Sete Dias com Marilyn", Hollywood e a indústria da música e da moda continuam intoxicadas pela bela, encontrada morta aos 36 anos pelo uso abusivo de remédios.

A diretora criativa Joe Zee escreveu no website Elle.com que "a bombshell original" ainda é uma inspiração nas passarelas.

Celebridades como Taylor Swift e Scarlett Johansson são conhecidas por explorar os cachos loiros e vestidos brancos que ajudaram a fazer de Monroe um 'sex symbol'.

A atriz Megan Fox fez uma tatuagem --mais tarde removida-- do rosto de Marilyn em seu antebraço.

Lindsay Lohan tem uma obsessão pela musa, notada mais uma vez em seu ensaio na Playboy, em que reproduz o nu de Monroe em 1953 na primeira edição da revista de Hugh Hefner.

"Eu me identifico", disse a conturbada atriz no ano passado.

O contundente poder de atração de Marilyn pode parecer estranho. Embora seu trabalho em "Quanto Mais Quente Melhor" e em muitos outros filmes tenha sido marcante, sua participação em Hollywood foi curta e sua história é conhecida pelo sofrimento e morte.

Mesmo por trás de seu passado e do 'sex appeal', ainda há uma questão: a personalidade sedutora de Marilyn foi uma prova de independência, ou o reflexo de uma mulher manipulada pelos homens?

Lois Banner, autor da biografia recém-publicada "Marilyn: The Passion and the Paradox," diz que não há dúvidas de que ela era a verdadeira dona de seu corpo.

"Ela criou sua carreira", explicou Banner em uma entrevista por telefone. "Ela era extremamente esperta. Sabia muito bem o que estava fazendo... Os jornais queriam uma loira fatal e foi o que ela fez".

Segundo Banner, que levou 10 anos investigando os poucos aspectos ainda sombrios sobre a vida de Marilyn Monroe, a atriz sabia que entrava em um jogo perigoso, e perdeu o controle apenas no fim, quando começou a andar com os Kennedy e Frank Sinatra.

"Ela dormia com homens para chegar ao topo. Eles a usaram? Sim. Ela os usou? Sim. Ela mostrava seu corpo porque queria manter o controle sobre os homens", explicou.

Já Rosanna Hertz, professora de Sociologia na Wellesley College, afirma que Marilyn não era nenhuma heroína do poder feminino.

"Quando a sexualidade é comercializada, minha pergunta é: 'Quem controla isso?'", declarou Hertz.

A vida de Monroe pode ser um aviso para aquelas que esperam que o seu poder de sedução traga riqueza e glamour.

"É preciso trabalhar duro para ser uma 'mulher troféu'", disse Hertz.

"É algo que muitas mulheres mais jovens tentam simular. (O programa de TV) 'Bachelorette' é sobre isso. Não acho que garotas que buscam isso sabem o quanto é difícil: descobrir quem são os homens ricos, ir atrás deles", acrescentou.

Muitas tentaram imitar Marilyn Monroe, mas apenas uma se aproximou --e até mesmo melhorou-- de sua fórmula de sexualidade e estrelato: a diva Madonna.

Ela também é uma morena que inventou um novo nome, se tornou loira, e lançou uma carreira que seria sinônimo de uma chocante segurança com sua sexualidade.

Entretanto, independentemente de suas semelhanças, Madonna é forte onde Marilyn era vulnerável e foi essa diferença crucial permitiu que ela se mantivesse ativa.

Madonna "está sempre sob controle", afirmou Grossman.