Filmes e séries

Diretora de novo "Carrie" amenizou história por conta de ataques em escolas

De Los Angeles (EUA)

17/10/2013 14h03

Quarenta anos após o lançamento da versão cult de Brian de Palma, "Carrie, a Estranha" retorna aos cinemas norte-americanos em uma nova adaptação da obra de Stephen King, sensível aos males da sociedade americana, ainda traumatizada pelos massacres escolares de Columbine e Newtown.

A nova "Carrie", que estreia na América do Norte nesta sexta-feira (18), e em 6 de dezembro no Brasil, foi confiada pela MGM e a Sony à cineasta americana Kimberly Peirce, diretora de "Meninos não Choram" (1999), que rendeu um Oscar de melhor atriz a Hilary Swank.

A história de "Carrie", publicada em 1974, quando Stephen King ainda era um desconhecido, tornou-se famosa em 1976, graças à adaptação de Brian de Palma, com a inquietante Sissy Spacek como protagonista.

Agora é a vez da jovem Chloe Grace Moretz, 16 anos, assumir o papel de uma adolescente torturada, que usa seus poderes telepáticos para se vingar de seus colegas cruéis e de sua mãe fanática (Julianne Moore).

"No começo eu estava intimidada", admitiu Kimberly Peirce, em uma entrevista coletiva em Beverly Hills. "A primeira coisa que fiz foi ligar para Brian de Palma, que é meu amigo. Daí ele disse: 'Acho que você deve aceitar'".

Então, a diretora mergulhou novamente no livro e foi mais uma vez "cativada pela narrativa de Stephen King e a profundidade dos personagens", contou.

"Eu pensei que poderia modernizar a história e dar-lhe um toque contemporâneo", acrescentou, destacando que o assédio dos colegas de Carrie tem como novidade no filme o "cyberbullying".

A diretora também queria mostrar como Carrie descobre e adota seus poderes. "É uma menina rejeitada que descobre que tem um talento, como muitos de nós, quer seja na escrita, direção ou fotografia. Um talento que faz você acreditar que a vida pode ser linda".

Trailer de "Carrie"

Os estragos do isolamento social
Carrie usa seu talento letal durante o baile de formatura. E, em um país traumatizado pelos massacres de Columbine e Newtown, ocorridos em escolas, Peirce foi cautelosa.

"Queria ter certeza de que ela não teria controle total (de seus poderes), já que, se ela tivesse realmente segura com eles, seria mais responsável pelo que fez na festa", disse a cineasta. "E eu acho que, em um mundo pós-Columbine, era essencial que fosse algo que ainda não estivesse totalmente dominado."

Moore, que interpreta com sua habitual precisão uma mãe fundamentalista e adepta da automutilação, avalia que o livro e o filme mostram os estragos do "isolamento social".

"Não quero minimizar o que aconteceu em Newtown (onde um atirador matou 26 pessoas, incluindo 20 crianças, em dezembro de 2012), mas o assassino era um rapaz muito isolado, um doente mental, obviamente, que passava muito tempo sozinho. É realmente um grande perigo deixar que as pessoas vivam abandonadas ", disse a atriz.

Moore construiu uma mãe deliberadamente extremista. "A automutilação foi algo que eu propus", explicou. "Pensei que seria interessante porque o maior medo de uma criança é perder seus pais. E se os pais se infligem sofrimento e dizem aos filhos que a culpa é deles, a dor imposta aos jovens é enorme".

Peirce deu atenção especial à relação entre mãe e filha, "o coração e a alma de toda a história". Uma relação que, apesar de tudo, não é desprovida de amor, como destacam as duas atrizes principais.

"Elas não têm a mais ninguém. São elas duas, só elas, desde o início", comentou Moore.

"Carrie tem raiva e ódio, mas, ao mesmo tempo, recebe muito carinho de sua mãe," disse Moretz à AFP. "Isso é o mais assustador nessa história: sua mãe a ama demais e a ideia de que pode haver amor em excesso em um relacionamento me parece algo mais assustador do que um abandono. Isso se torna uma obsessão".

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