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Mulheres são minoria em filmes de Hollywood, revela pesquisa

Los Angeles

06/08/2015 23h07

Menos de um terço das personagens dos filmes hollywoodianos de maior bilheteria são femininos, e diretoras mulheres são ainda muito raras, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (6) que lamentou a falta de diversidade na indústria.

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul examinaram 700 filmes sucesso de bilheteria que estrearam entre 2007 e 2014 para medir a extensão da diversidade de gênero e étnica.

A pesquisa concluiu que Hollywood permanece muito dominada por homens brancos e apelou por um maior ativismo para fazer com que as telonas sejam uma reflexão mais real da sociedade americana.

Das mais de 30 mil personagens com fala que foram considerados na pesquisa, apenas 30,2% eram femininas.

"Claramente, a norma em Hollywood é excluir meninas e mulheres da tela", destacou o estudo de 29 páginas.

No ano passado, apenas 28,1% das personagens eram femininas, e três quartos delas pareciam ter menos de 40 anos.

Quando personagens femininas apareciam, elas tinham mais tendência que os masculinos a serem mostradas como secundárias e "em um relacionamento romântico sério".

Além disso, apenas 28 mulheres trabalharam como diretoras nesses 700 filmes. Três eram negras e uma asiática. Nos top 100 filmes de 2014, dois deles eram dirigidos por mulheres.

Em quesitos raciais e étnicos, o estudo descobriu que 5,8% dos diretores entre 2007 e 2014 eram negros ou afro-americanos e 2,5% asiáticos. Dezessete dos top 100 filmes em 2014 não tinham nenhuma personagem negra com fala e mais de 40 não tinham nenhuma asiática.

"Depois de sete anos e 700 filmes, está claro que o ativismo ainda é necessário. Reformular as solicitações feitas aos escritores e aos responsáveis pode ser um caminho a seguir", completou a pesquisa.

O estudo - publicado no site www.annenberg.usc.edu - inclui os 100 filmes de maior sucesso em cada ano entre 2007 e 2014, exceto 2011 porque "outro estudo já examinou esse ano", revelou por e-mail uma das autoras, Katherine Pieper, à AFP.

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