Filmes e séries

Colombianos apresentam animação sobre o conflito interno

02/09/2010 16h55

VENEZA, 2 SET (ANSA) - Os diretores colombianos Jairo Carrillo e Óscar Andrade apresentaram hoje no 67º Festival Internacional de Cinema de Veneza a animação "Pequeñas voces", que retrata o conflito armado do país pelo olhar das crianças.

"Chegar a um festival como o de Veneza é o sonho de todo cineasta. Acredito nesta ideia desde o curta-metragem que fiz em 2003 e que também foi apresentado em Veneza", declarou Carrillo, citado pelo jornal de seu país El Espectador.

"Como cineasta que está fazendo um filme e acredita que está bom, participar em um festival serve para legitimar seu trabalho", complementou.

"Pequeñas voces" estreará no próximo domingo em uma sessão paralela do festival, considerada pela crítica um espaço onde surgem novos talentos do cinema mundial.

O filme combina o desenho animado, utilizando como base os desenhos de centenas de colombianos de 9 a 12 anos de idade reunidos durante um ano, com testemunhos das mesmas crianças sobre os efeitos do conflito interno.

Os entrevistados recordam da vida que passavam com suas famílias antes da explosão de violência no país e contam experiências pessoais, como as de alguns que se integraram a uma das partes do conflito e de outros que foram expulsos da capital Bogotá.

Os depoimentos foram reunidos em quatro personagens -- Pepito e Margarita, de 9 anos, Johncito, de 11, e Juanito, de 12. A ilustração foi realizada com diversas técnicas de animação computadorizada.

Segundo a Unesco, há mais de um milhão de crianças migrantes dentro do próprio país de um total de quase cinco milhões de pessoas, o que coloca a Colômbia em segundo lugar no âmbito das migrações forçadas por causa de conflitos internos, atrás apenas do Sudão.

A produção é vencedora do Fundo para o Desenvolvimento Cinematográfico da Colômbia e é o primeiro filme de animação que participa no Festival de Veneza.

Carrillo é professor na Universidade de Los Andes de Bogotá e teve a ideia de realizar a obra na Inglaterra, onde lecionou durante seis anos em várias instituições de ensino.
 

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