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Um "Robin Hood" mais reflexivo e com menos ação abre o Festival de Cannes

Divulgação
Russell Crowe em cena de ''Robin Hood'' Imagem: Divulgação

12/05/2010 12h45

Alicia García de Francisco.

Cannes (França) - O começo da lenda de um Robin Hood menos esbelto e mais reflexivo que o habitual abre hoje o 63º Festival de Cannes.
 O filme é assinado por Ridley Scott e tem Russell Crowe como protagonista, que defendeu hoje a necessidade de mostrar o lado mais desconhecido do personagem.

"Há muitos 'Robin Hood' no cinema (...) mas pessoalmente não acho que haja um só que seja verdadeiramente satisfatório do ponto de vista do ser humano", explicou Crowe na coletiva de apresentação do filme, acompanhado por sua Lady Marian, a australiana Cate Blanchett.

Scott, que está se recuperando de uma operação de joelho, não pode participar.

Exatos 33 anos depois de levar o prêmio de melhor filme por "Os Duelistas" (1977) e 19 desde que encerrou o festival com "Thelma e Louise" (1991), Scott volta a Cannes com "Robin Hood", que promete ser o maior acontecimento cinematográfico do ano.

Sob um céu cinza e com operários por toda a parte dando os últimos retoques nos cenários do festival, Crowe e Blanchett mostravam a imprensa que a química na telona corresponde a sua boa relação pessoal.

Entre brincadeiras e confidências, os atores, junto com o produtor do filme, Brian Grazer, disseram que o longa foi recebido com frieza na primeira parte do festival, destinada à imprensa.

Após a leitura de uma breve mensagem em que Scott lamentava não estar presente em Cannes, Crowe tomou as rédeas da entrevista coletiva na qual se mostrou amável, risonho e brincalhão com os jornalistas e com seus companheiros de mesa.

O ator escapou com habilidade das perguntas não relacionadas ao filme - com exceção das que falavam de futebol - e se mostrou mais do que disposto de participar de um novo filme com a mesma equipe que conte como evolui a história de Robin Hood.

Mesma posição de Blanchett, que respondeu com um rotundo "sim" a essa possibilidade.

Crowe, que insistiu que a história que eles queriam contar em princípio tinha sete horas e meia, ressaltou que este novo Robin Hood não se parece em nada com os anteriores. "Não lhe falta originalidade. É um conceito incomum", disse.

Ele acrescentou que caso o personagem existisse hoje em dia, se fixaria mais nos escândalos políticos e desastres econômicos, na monopolização dos meios de comunicação.

Quanto ao resultado de "Robin Hood", afirmou que tem os elementos suficientes para picar a curiosidade do espectador, como já aconteceu com "Gladiador" (2000).

No entanto o que os espectadores irão ver é um "Robin Hood" maravilhosamente filmado, como é habitual nos filmes de Scott, com acertos mas também com muitos erros e com uma Cate Blanchett que supera amplamente seu companheiro de elenco e protagonista absoluto, Russell Crowe.

Blanchett dá vida a uma Lady Marian pouco Lady e muito mais impulsiva que Robin. Esse é talvez o único elemento inovador da história.

Por isso, a primeira pergunta é até que ponto uma nova revisão do mito de "Robin Hood", um dos mais analisados da história de Holywood, era necessária. Certo que Scott escolheu contar a parte menos conhecida da história do herói: como ele se tornou Robin Hood.

Mas é justo essa escolha que o transforma no maior inimigo do filme, na qual o espectador irá reclamar sem dúvida da falta de mais ação e menos dessa pose reflexiva que Scott introduziu em Robin e que é difícil de acreditar até em Crowe.

A isso se acrescenta que o diretor pôs de pé uma história com muitos elementos do "Gladiador" - desde a moralidade do protagonista à música, passando pela estrutura narrativa - misturados com outra história já conhecida, a de "Sommersby - O Retorno de um Estranho" (1993), na qual Richard Gere se passava pelo marido morto na guerra de Jodie Foster (por sua vez uma versão do francês "O retorno de Matin Guerre", 1982).

São quase duas horas e meia de filme com alguns detalhes incompreensíveis (uma silhueta de um cavalo em uma montanha, por exemplo), que deixa claro que se algo sobra em Scott é trabalho, mas que não contribui em nada, exceto na ausência do onipresente 3D.

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