Filmes e séries

Ícones do terror voltam com maquiagem nova

MATEO SANCHO CARDIEL

Redação Central, 25 jul (EFE).- A nova versão de "A Hora do Pesadelo" é uma prova de que para assustar as novas gerações basta fazer um "lifting" dos velhos ícones do terror, operação pela qual passaram também Jason de "Sexta-feira 13" e Leatherface, de "O Massacre da Serra Elétrica".

O cirurgião principal deste centro antiestético, especializado em rostos desfigurados e máscaras de pele humana, é Michael Bay, e seu objetivo vai além de fazer com que estas velhas glórias sejam descobertas pelo novo público. Ele quer recuperar o esplendor original para os fãs de sempre.

Sua última produção, "A Hora do Pesadelo", é o novo rito de apresentação de Freddy Krueger, o jardineiro da escola que acabou podando mais de um colegial em uma saga iniciada por Wes Craven em 1984.

Na versão original, havia humor. Vistas por um espectador agora, no entanto, as gargalhadas teriam outro sentido: pela transparência dos truques feitos à época com baixo orçamento.

E é por isso que Bay é favorável ao investimento em estética, para limpar o excesso e chegar ao terror com solenidade.

O resultado: rebelião por parte dos fãs porque não há nem rastro do encantamento "austero" - alimentado agora pelos retornos de Sam Raimi e os filmes de Zack Snyder -, e satisfação para os que se sentem excluídos pelo carnaval da série B.

A bilheteria demonstra que o segundo grupo é uma legião: este retorno a Elm Street arrecadou três vezes mais do que custou e ainda restam mercados a serem explorados.

E em sua decisão que este novo "pesadelo" não seja mais que um eficaz mecanismo de terror ao uso, é preciso reconhecer que "A Hora do Pesadelo" usa das armas do gênero com rigor, criando uma atmosfera onírica e um considerável sentido de desassossego.

O próprio Craven, consciente de que sua fórmula ficou obsoleta, retornou aos clichês em direção a "Scream", uma engenhosa homenagem às regras instauradas pelos filmes como "O Massacre da Serra Elétrica", do hoje considerado mestre George A. Romero, "Sexta-feira 13", de Sean S. Cunningham, e seu próprio Freddy.

Já no século 21, diante da vulgaridade do terror americano - que não do japonês -, Cunningham e Craven uniram forças em 2003 para "Freddy vs. Jason", um festim nostálgico infestado de velhas glórias.

Esse foi o ano, precisamente, no qual Michael Bay - que também leva a franquia de "Transformers" - começou a trilhar este sangrento caminho tirando o pó da ferramenta que tantas alegrias ofereceu aos fãs de terror nos anos 70: a motosserra.

Bay descobriu que gastando US$ 9,5 milhões em um remake de "O Massacre da Serra Elétrica", filme que custou em 1974 apenas US$ 140 mil, poderia arrecadar US$ 80 milhões. E também decidiu deixar o terror sujo, quase documentário de George A. Romero, por um trem do terror "mainstream" (corrente principal).

Os resultados, em termos econômicos, foram tão satisfatórios e sua protagonista, Jessica Biel, ganhou tantas capas que decidiu fazer a sequência: "O Massacre da Serra Elétrica: O início".

A próxima tarefa é levar à tinturaria as tendas de campanha de "Sexta-feira 13" para voltar a salpicá-las de sangue passados 29 anos da primeira aparição de Jason Voorhess.

Um novo grupo de temerários adolescentes, um novo camping e, claro, um menino para morrer afogado em Crystal Lake ainda sedento de vingança reapareceram em 2009.

Estas três "cirurgias" não tiveram lucros astronômicos como "Armageddon", mas também não contaram com orçamentos tão altos, por isso que Bay descobriu uma pequena galinha dos ovos de ouro à qual, como parece, seguirá investindo.

E é que, segundo a Internet Movie Databese, entre seus próximos projetos está revisitar "Os Pássaros", de Alfred Hitchcock. Bay quer mostrá-los sem croma e sem animais mecânicos, assim como dois títulos que não deixam lugar para dúvidas: "Untitled Ouija Project" e "Untitled Mark L. Smith Horror Project".

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