Filmes e séries

Morte de Gregory Peck completa 10 anos; relembre a trajetória do ator

REUTERS/Paramount Pictures/Handout
Audrey Hepburn beija Gregory Peck em cena de "Roman Holiday", de 1953 Imagem: REUTERS/Paramount Pictures/Handout

Magdalena Tsanis

12/06/2013 06h42

Com sua quietude e estilo sóbrio, Gregory Peck foi o perfeito galã da Hollywood dos anos dourados, mas também uma referência moral para o cinema americano, que elevou seu advogado Atticus Finch, de "O Sol é para Todos", como seu maior herói de todos os tempos.

Nesta quarta-feira (12) se completam dez anos da morte do ator que trocou a carreira de Medicina em Berkeley pela interpretação em Nova York, uma mudança para a qual contribuiu sua avó, que o levava ao cinema todos os finais de semana durante sua infância de filho de divorciados.

O papel de advogado que defende um jovem negro acusado injustamente de estupro no filme dirigido por John M. Stall em 1962 valeu a Peck seu único Oscar e lhe caiu como uma luva em um momento em que sua recepção pela crítica não passava por seus melhores dias.

Sua identificação com o papel foi total e a própria Harper Lee, autora do romance no qual o filme foi baseado, assegurou que Atticus Finch deu a Peck a oportunidade de interpretar a si mesmo.

Em 2003, o American Filme Institute (AFI) o elegeu como o maior herói do cinema americano, na frente de Indiana Jones.

Provas da faceta comprometida do ator, além da tela, foram seu ativismo na luta contra a aids, a presidência da Sociedade Americana do Câncer e sua participação nos protestos contra a Guerra do Vietnã, contra as armas nucleares ou em favor dos direitos civis.

Embora Gregory Peck tenha entrado para a História como esse homem bom e aprazível, o certo é que na tela encarou também papéis mais obscuros, como o irmão canalha de Joseph Cotten no western "Duelo ao Sol" (1946) ou o psicopata amnésico atendido por Ingrid Bergman em "Quando Fala o Coração" (1945), de Alfred Hitchcock.

Para alguns esta faceta não pareceu totalmente convincente. François Truffaut reprovou Hitchcock em seu famoso livro-entrevista ao alegar que Peck não era um ator realmente 'hicthcockiano': "É oco e não tem olhar", disse.

Apesar de tudo, voltou a trabalhar com o diretor britânico em "Agonia de Amor" (1947), desta vez na pele de um advogado que se apaixona por uma cliente. E também retornou aos papéis de "vilão", como o criminoso nazista Josef Mengele em "Os Meninos do Brasil" (1978), no qual a indicação ao Oscar como Melhor Ator foi para seu companheiro de elenco, Laurence Olivier.

Talvez o personagem que o público mais carregue na memória seja o jornalista e perfeito cavalheiro que se apaixona pela princesa interpretada por Audrey Hepburn em "A Princesa e o Plebeu" (1953), que foi também sua primeira comédia romântica.

Embora o papel tivesse sido escrito para Cary Grant, este o rejeitou com o argumento que a então desconhecida Audrey era jovem demais para ser sua companheira de cena, embora dez anos depois atuado juntos em "Charada".

Curiosamente, durante a filmagem de "A Princesa e o Plebeu" foi Peck quem, recém separado de sua primeira esposa, se apaixonou por uma jornalista, a francesa Veronique Passani, que havia lhe pedido uma entrevista para o jornal "France-Soir".

Dois anos depois se casaram e não se separaram até a morte de Peck em Los Angeles, no dia 12 de junho de 2003, quando tinha 87 anos. 

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