Filmes e séries

Diretor que satirizou Maomé planeja filme sobre terrorismo islâmico

Bret Hartman/Reuters
Basseley Nakoula, diretor do filme "Inocência dos Muçulmanos", apontado como estopim de uma onda de protestos Imagem: Bret Hartman/Reuters

02/10/2013 08h10

O autor do polêmico vídeo do YouTube que satirizava Maomé e foi um dos detonadores de protestos violentos no Oriente Médio em 2012 procura parceiros para lançar um filme e um programa de televisão sobre o terrorismo islâmico, publicou nesta terça-feira "Hollywood Reporter".

Em entrevista, Mark Basseley Youssef, criador da produção "A Inocência dos Muçulmanos", criticou que a indústria do entretenimento não se atreve a indagar nas raízes da violência que, segundo ele, vem dos fundamentalistas que praticam o Islã.

"Tenho uma informação que é um tesouro", disse o homem de 56 anos solto na semana passada depois de ficar um ano detido no centro penitenciário na Califórnia (EUA) por violar os termos de sua liberdade condicional.

Basseley, também conhecido como Nakoula Basseley Nakoula e Sam Basile, divulgaram em 2012 um teaser de 14 minutos divulgado na internet, parte de um filme de duas horas que diz ter escondido em uma caixa-forte até que encontre um "distribuidor valente" para mostrá-lo ao mundo.

O trecho dava uma versão mulherenga de Maomé e o descrevia como uma fraude religiosa.

A reação de fanáticos islâmicos provocou vários distúrbios e mortos em vários países do Oriente Médio, inclusive quatro americanos na Líbia, e iniciou uma operação midiática nos EUA para localizar Basseley, que ficou sob custódia das autoridades em um local oculto para evitar represálias.

Após o escândalo do vídeo, Basseley, que morava na Califórnia, foi detido por ter se conectado a internet e usado computadores, proibidos nos termos de sua condicional por um delito anterior de fraude bancária.

"A inocência dos muçulmanos" provou que tinha desobedecido as ordens judiciais, embora seu objetivo, como declarou a "Hollywood Reporter", era "contar aos americanos como os cristãos sofrem no Egito".

"Temos que fazer algo contra esta cultura muçulmana de morte, mas sem produzir sangue", argumentou.

Basseley disse ter perdido tudo o que tinha depois do massacre de Benghazi, na Líbia. Seus três filhos adultos têm medo de falar com ele e atualmente vive em um abrigo de uma igreja no sul da Califórnia.

"Algumas pessoas acham que eu causei a morte de americanos fora dos Estados Unidos. Por isso me tratam quase como um terrorista. Isso me aflige, me entristece muito", declarou Basseley, que também disse não se importar de voltar à prisão ou ser assassinado. "Está bem, mas eu tenho uma mensagem", sentenciou.

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