Filmes e séries

Em "Busca Implacável 3", Liam Neeson comemora boa fase como ator de ação

Mateo Sancho Cardiel

De Nova York

08/01/2015 16h59

Depois de ter interpretado complexos personagens histórico como Oskar Schindler e Michael Collins, o irlandês Liam Neeson deu um giro inesperado em sua carreira com a saga de ação "Busca Implacável" (2008 e 2012), embora considere que, mesmo com esse repertório, não disse tudo o que tem que dizer como ator.

"Spielberg me envia uma garrafa de vinho todo Natal, portanto ainda estou em sua agenda", brincou Neeson em entrevista à Agência Efe, após confessar que, depois do papel de protagonista em "A Lista de Schindler" (1993), esperou sem sucesso durante anos pelo papel de protagonista em "Lincoln" (2012), que acabou interpretado por Daniel Day Lewis.

A perda do papel foi por motivos de força maior, pois, quando o longa finalmente quando foi rodado, Neeson passava por um dos momentos mais difíceis de sua vida: a morte de sua mulher, Natasha Richardson, em um acidente de esqui.

Mas o artista, agora transformado em herói de ação, assegurou que esta faceta sua "não é uma reinvenção" e ainda espera "continuar evoluindo como ator".

No entanto, ele também não tem problemas para encarnar pela terceira vez Bryan Mills, o protagonista de "Busca Implacável", um pai que enfrenta os mais perigosos criminosos para encontrar sua filha sequestrada.

"As histórias primárias são às vezes as mais bem-sucedidas", explicou Neeson em entrevista à Efe. "Sou pai e estou muito orgulhoso de meus dois filhos. Não tenho que fazer um grande esforço de imaginação, sei que faria qualquer coisa para protegê-los", acrescentou.

O toque de distinção desta saga era, precisamente, transformar alguém com a aparência de bom rapaz e a idade de Neeson em um implacável herói contra sua própria vontade.

"Suponho que era inesperado. Eu também não esperava. Assim são as vidas dos atores. Mas agradeço por não ter ganhado a fama que veio agora com 30 anos, porque não a teria manejado bem. Agora, aos 62 anos, tudo parece uma soma. Estou encantado."

No entanto, após os dois primeiros filmes da franquia, o terceiro (que traz outro grande ator, Forest Whitaker) não podia forçar um outro sequestro da filha do personagem (como brincou Neeson, se isso acontecesse teriam que chamar o serviço sociai para ele), e ele precisará vingar o assassinato de sua ex-mulher.

"Parece que meu personagem atrai o azar, mas por outro lado parece estar muito preparado para tanta falta de sorte", valorizou. E assim o homem normal volta a viver a transformação. "É como se apertassem um botão no pescoço, e ele se transforma em uma máquina de matar", disse.

Apesar de sua vocação de espetáculo de entretenimento, "Busca Implacável", em seus três filmes, também buscou no espectador o sentido de desamparo diante dos erros da Justiça, um tema de especial interesse atualmente nos Estados Unidos.

"Não me parece um tema para tratar em uma entrevista deste tipo", disse Neeson. "Só direi que é bom que a Justiça esteja neste momento no olho público nos Estados Unidos. Aconteceram coisas que não deveriam ter ocorrido, e isso torna necessária revisar a Justiça, tratá-la de uma maneira diferente."

Depois dos anos de recuperação pessoal por meio do cinema de ação --ele também estrelou "Desconhecido" (2011) e "Sem Escalas" (2014)--, parece que a "justiça" também será feita a Neeson, um dos melhores atores de sua geração, e sua agenda voltou a ficar cheia de grandes nomes.

Primeiro, Martin Scorsese, que o escalou para "Silence", o filme sobre dois sacerdotes jesuítas no Japão do século 17. "É um filme muito obscuro e com muita tortura relacionada à fé. É muito relevante nos tempos de hoje e se pode relacionar, de alguma maneira, com o que está acontecendo com o Estado Islâmico", explicou o ator.

O segundo, do espanhol JA Bayonne, com quem rodou "A Monster Calls" (com lançamento previsto para 2016), e a quem descreve como um "grande diretor que consegue incríveis interpretações das crianças".

Dirigido por Olivier Megaton e com roteiro de Luc Besson, estreia dia 22 de janeiro no Brasil.

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