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Com ficção científica, Banderas diz que ser humano pode destruir o planeta

Divulgação
Personagem de Antonio Banderas junto com robô em cena de "Autómata" Imagem: Divulgação

Alicia G. Arribas

De Madri

20/01/2015 14h03

Antonio Banderas entra agora para o mundo da ficção científica no cinema com uma história profunda sobre a decomposição do ser humano. Algo que, segundo o ator, não é tão impensável assim. Isso porque ele duvida de que o homem moderno, instigado pelo ritmo frenético das novas tecnologias, tenha capacidade de parar para pensar no futuro de sua espécie.

"O homem atual não tem consciência de melhorar o mundo para os que virão depois dele, e isso pode, eventualmente, levar à destruição do planeta e de nossa forma de viver", refletiu o ator e produtor de "Autómata" (ainda sem título no Brasil), filme dirigido pelo também espanhol Gabe Ibáñez, em entrevista à Agência Efe em Madri.

Mesmo assim, Banderas afirmou estar otimista, porque está convencido de que precisam existir formas de se conscientizar.

"É preciso que exista uma maneira de as pessoas encontrarem um modo de se organizar e melhorar a forma de gestão, para que ela seja mais justa e faça mais sentido. Acontece que, vendo as notícias, me contradigo totalmente, porque o que vivemos é o oposto, e a única coisa que as novas tecnologias fizeram foi acelerar esses momentos, inclusive os maus, que vão a uma velocidade vertiginosa e fogem ao nosso controle. Já não sabemos se poderemos controlar o monstrinho que criamos", disse.

Banderas

  • Juan Herrero/EFE

    O homem atual não tem consciência de melhorar o mundo para os que virão depois dele, e isso pode, eventualmente, levar à destruição do planeta e de nossa forma de viver

    Antonio Banderas


Ainda de acordo com o ator e produtor, "Autómata" se enquadra na classificação de ficção científica mais tradicional. "Diria que segue o estilo da ficção literária de Orson Welles ou Isaac Asimov. É uma provocação para a reflexão sobre o futuro. É um espelho que reflete as sociedades modernas", explicou.

O filme se desenvolve em um futuro no qual o que restou da humanidade vive entre muros, em um mundo sem oceanos, e se apoia em robôs domésticos para sobreviver. Banderas é Jacq Vaucan, um obscuro e triste agente de seguros que acaba por trair o gênero humano.

Coprodução com a Bulgária, onde foi rodado ao custo de US$ 5,7 milhões, obtidos por meio de contatos pessoais do ator: desde a produtora Millenium, passando pela voz de Javier Bardem para o primeiro robô que se dá conta que já não tem nada mais a aprender com os humanos, à sua ex-mulher, Melanie Griffith, que também dá voz a um robô no filme. O longa deve entrar em cartaz no Brasil em 5 de março. 

 

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