Cinema

"Boi Neon", de Gabriel Mascaro, leva prêmio especial do júri em Veneza

"Boi Neon", do brasileiro Gabriel Mascaro, ganhou neste sábado o prêmio especial do júri da seção Horizontes da 72ª edição do Festival de Veneza.

Mascaro dedicou o prêmio a todos os membros da equipe, que se dedicaram a um filme que mistura elementos de ficção e documentário e no qual o gênero dos personagens fica pretendidamente difuso.

"Como artista não faço distinção entre ficção e documentário, para mim a observação do mundo é híbrida e estamos sempre olhando e recriando a realidade. O fato de inventar é parte da experiência do mundo ordinário", explicou Mascaro em entrevista à Agência Efe após apresentar o filme em Veneza.

A história segue a vida diária de um grupo heterogêneo de pessoas que vivem ao redor das vaquejadas, um tipo de rodeio muito popular no qual dois vaqueiros a cavalo têm de alinhar o animal (boi) até emparelhá-lo entre os cavalos e conduzi-lo ao objetivo (duas últimas faixas de cal do parque de vaquejada), onde o animal deve ser derrubado.



O protagonista, Iremar (Juliano Cazarré) se ocupa dos animais enquanto sonha em se transformar em estilista de moda; Galega é uma dançarina exótica que entretem os homens que participam dos espetáculos; Cacá é sua filha, uma menina criada em um ambiente totalmente livre e Zé é um novo trabalhador obsessivo com seu cabelo.

Todos eles conformam, de alguma maneira, uma família no mundo surrealista criado por Mascaro.

"É uma alegoria simbólica muito forte do que se passa no Brasil atual, com um crescimento econômico rápido, acelerado, que tem um grande impacto nas relações humanas. Esse é o ponto de partida, ver como os personagens estão vivendo em um novo contexto e buscando um novo significado para um Brasil contemporâneo".

Um filme tão belo como árido, que foi muito bem recebido em Veneza e que é o segundo longa-metragem de um diretor que anteriormente se dedicou exclusivamente aos documentários filmes.

Mascaro ganhou o prêmio especial de uma seção na qual também concorria sua compatriota Anita Rocha da Silveira com "Mate-me por favor".

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