Cinema

Atualizada em 01.12.2010 01h57

''O Céu Sobre os Ombros'' vence prêmio de melhor filme e direção no Festival de Brasília

Divulgação
Cena do filme ''O Céu Sobre os Ombros'', de Sérgio Borges imagem: Divulgação

NEUSA BARBOSA

Do Cineweb

Ao final do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, nesta terça (30), o filme mineiro “O Céu sobre os Ombros”, do estreante em longas Sérgio Borges, levou cinco troféus – inclusive os mais cobiçados, filme e direção. Mas também ficou com montagem, roteiro e um inusitado Especial do Júri para seus personagens-atores.

“O Céu sobre os Ombros” mistura documentário e ficção e parte da história e da personalidade de três pessoas- o transexual Everlyn, o operador de telemarketing e hare krisha Murari e o escritor congolês Lwei, criando situações ficcionais em que eles atuam em contexto semelhante ou não com as próprias vidas. O próprio diretor preferiu não esclarecer totalmente as verdades e mentiras retratadas, mantendo a dualidade dos gêneros.

O filme traduziu a discussão sobre o possível fim da fronteira entre ficção e documentário que foi uma das grandes vertentes do festival este ano, caracterizando-se por concorrentes com preocupação de inovação em termos de linguagem cinematográfica, muitos realizados por diretores novatos.

Em seus agradecimentos, o diretor Sérgio Borges, declarou: “Espero que o festival siga por esse caminho. O festival sempre foi forte quando foi arriscado. Há dezenas de outros cineastas para juntar-se a estes (referindo-se aos que participaram da competição este ano)”.

O segundo filme mais premiado foi o outro concorrente mineiro, a ficção “Os Residentes”, de Tiago Mata Machado, que ficou com os troféus de melhor fotografia (para o veterano Aloysio Raulino), trilha sonora, atriz (Melissa Dullius) e atriz coadjuvante (Simone Sales de Alcântara).

“Transeunte” (RJ), primeira ficção do diretor Eryk Rocha (“Pachamama”) venceu os prêmios de melhor som, melhor filme para a crítica e também o de melhor ator – este, para o veterano Fernando Bezerra (de “Linha de Passe” e “Sargento Getúlio”), que fez questão de lembrar, em seu agradecimento: “Este prêmio não é meu, sou apenas o embaixador orgulhoso e vaidoso de todos os que realizaram o filme comigo”.

Outro concorrente carioca, “Alegria”, de Felipe Bragança e Marina Meliande, ganhou nas categorias direção de arte e ator coadjuvante (Rikle Miranda). O terceiro carioca, o documentário Amor?”, de João Jardim, venceu um único prêmio, o de melhor filme para o júri popular. Apenas o concorrente pernambucano “Vigias”, documentário do estreante em longas Marcelo Lordello, não recebeu nenhum prêmio. 

A premiação, de todo modo, foi generosa para com os filmes em que se identificaram as maiores ousadias, em termos de forma e conteúdo, deixando de lado a questão do que é ou não mais popular ou voltado para um grande mercado. Este ano, a seleção do Festival de Brasília, decididamente, optou por procurar novos cineastas, tendências e caminhos. O futuro dirá se a ousadia da aposta compensou.

Segue, abaixo, a lista com os premiados do júri oficial na edição de 2010 do festival.

Longa-metragem em 35mm

Melhor filme  - "O Céu Sobre os Ombros", de Sérgio Borges
Prêmio Especial do Júri - Aos personagens/atores do filme "O Céu Sobre os Ombros"
Melhor direção - Sérgio Borges, por "O Céu Sobre os Ombros"
Melhor ator - Fernando Bezerra, de "Transeunte"
Melhor atriz - Melissa Dullius , de "Os Residentes"
Melhor ator coadjuvante - Rikle Miranda , de "A Alegria"
Melhor atriz coadjuvante - Simone Sales De Alcântara, de "Os Residentes"
Melhor roteiro - Manuela Dias e Sérgio Borges por "Céu Sobre os Ombros"
Melhor fotografia - Aluizio Raulino, por "Os Residentes"
Melhor direção de arte - Gustavo Bragança, de "A Alegria"
Melhor trilha sonora - Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por "Os Residentes"
Melhor som - Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de "Transeunte"
Melhor montagem - Ricardo Pretti, de "Céu Sobre os Ombros"

Curta ou média-metragem em 35mm

Melhor filme - "Acercadana", de Felipe Peres Calheiros
Prêmio especial do júri: "Braxília", de Danyella Proença
Melhor direção - Gabriel Martins e Maurilio Martins, de "Contagem"
Melhor ator - Vinny Azar e Ícaro Teixeira, por "A Mula Teimosa e o Controle Remoto"
Melhor atriz - Dira Paes, de "Matinta"
Melhor roteiro - Danyella Proença, de "Braxília"
Melhor fotografia - Yuri Cesar, de "Cachoeira"
Melhor direção de arte - Maíra Mesquita, de "Fábula das Três Avôs"
Melhor trilha sonora - Puriki e índios do alto rio negro, de "Cachoeira"
Melhor som - Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de "Matinta"
Melhor montagem - Paulo Sano de "Acercadana"

Curta-Metragem Digital

Melhor Filme  - "Traz Outro Amigo Também", de Frederico Cabral
Melhor Direção – Pablo Lobato, pelo filme "Queda"
Melhor Ator - Emanuel Aragão, por "Só Mais um Filme de Amor"
Melhor atriz - Ketellen Coutinho, por "Tempo de Criança"
Melhor Roteiro - Samir Machado de Machado, por "Traz outros Amigo Também"
Melhor Fotografia - Carol Matias e Elias Guerra, por "Entrevãos"
Melhor Direção De Arte - Daniel Banda, por "O Filho do Vizinho"
Melhor Trilha Sonora - Lucas Marcier, por "Tempo de Criança"
Melhor Som - O Grivo, por "Queda"
Melhor Montagem - Alberto Feoli, por "Traz Outro Amigo Também"

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