Cinema

Diretor de "Sucker Punch" garante que 18 minutos cortados da versão inicial do filme estarão no DVD

Divulgação
As atrizes de "Sucker Punch" conversam com o diretor Zack Snyder imagem: Divulgação

ALESSANDRO GIANNINI

Enviado especial a Los Angeles, EUA*

"Sucker Punch - Mundo Surreal" foi escrito por Zack Snyder logo após as filmagens de "Watchmen", a partir de uma ideia original que o cineasta cultivava havia muito mais tempo. "Tudo começou com Baby Doll", disse ele em entrevista ao UOL Cinema, em Los Angeles, nos Estados Unidos, durante uma mesa redonda da qual fizeram parte jornalistas de vários países. "Havia apenas essa garota que vive em um bordel e é obrigada a dançar. E na sua imaginação ela viaja para outros lugares. À medida que a história evoluiu, transformou-se nesse grupo de mulheres." O filme está em cartaz no Brasil desde a sexta (18).

Interpretada por Emily Browning, Baby Doll introduz o espectador na trama de "Sucker Punch". Logo no início do filme, quando sua mãe morre, ela é levada pelo padrasto  para uma instituição judiciária onde conhece outras internas: Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Amber (Jamie Chung). Inspiradas pela dança hipnótica da novata, elas mergulham em um mundo de sonhos em busca de elementos que, uma vez reunidos, lhes permitirão fugir de lá.

A evolução de "Sucker Punch", no entanto, contou com outros problemas. A primeira versão do filme exibida para a comissão de classificação da Motion Pictures Association of America (MPAA) continha 18 minutos a mais e nenhuma menção à idade das meninas - originalmente, segundo Snyder, elas tinham apenas 14 anos. Numa revisão, algumas cenas mais fortes foram cortadas e um plano em que o pai de Baby Doll menciona que ela tem 20 anos foi inserido.

Snyder se apressa em explicar que os 18 minutos cortados estarão no DVD e dá sua versão do que se passou. "Eu queria muito fazer um filme PG-13 (classificação americana que permite aos espectadores de 13 anos e maiores assistirem acompanhados de seus pais ou responsáveis)", explicou ele. "Sei fazer um filme classificado como R (equivalente a maiores de 18 anos no Brasil), e não tenho problemas com isso. Na verdade, é mais fácil e natural para mim fazê-lo dessa maneira. Mas seria difícil visualizá-lo, nossas ideias ficariam perdidas no meio disso tudo. Além disso, não sabíamos quão duros a comissão de classificação seria."

Acontece que a comissão foi dura e para evitar que uma grande parcela de potenciais espectadores ficasse fora das salas, Snyder e sua mulher, a produtora Deborah Snyder, optaram por amenizar o conteúdo. Ainda assim, o diretor e sua parceira no filme não deixaram de criticar as justificativas apontadas pela MPAA. "O filme é desenhado para ter muita sugestão", comentou Deborah. "Uma das coisas que eu mais gosto é que você nunca vê Baby Doll dançando, nunca vê essas coisas. O filme brinca muito com a imaginação, para onde você vai, o escapismo. Mas por alguma razão essas coisas são ameaçadoras, acho. Talvez porque sejam muito poderosas ou porque aquilo que imagina é mais poderoso do que aquilo que vê."

* (O jornalista viajou para os EUA a convite da Warner Bros.)

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