Filmes e séries

Depois de amar "Avatar", Bernardo Bertolucci quer fazer filme em 3D

Getty Images
Homenageado do Festival de Cannes, Bernardo Bertolucci acena para os fotógrafos (11/05/2011) Imagem: Getty Images

THIAGO STIVALETTI

Colaboração para o UOL, de Cannes

Homenageado com uma Palma de Ouro especial pelo conjunto da obra, o italiano Bernardo Bertolucci chegou hoje no festival ainda em cadeira de rodas, imposição médica após diversas cirurgias feitas na coluna. "Me pergunto se alguma cinemateca, em vez de restaurar meus filmes, não gostaria de me restaurar", brincou.

Bertolucci anunciou que pretende fazer um filme em 3D sobre um menino adolescente e sua meia-irmã um pouco mais velha que ele, com toda a história situada num único espaço fechado.

"Adorei o 'Avatar' quando o vi no cinema. E fiquei pensando por que só filmes de ficção científica ou terror podem ser feitos com essa tecnologia. Não seria maravilhoso se 'Oito e Meio' de Fellini ou 'Persona' de Bergman tivessem sido feitos em 3D?”, indagou.

O cineasta lembrou das quatro vezes em que esteve em Cannes e nunca foi premiado. A primeira vez foi com seu segundo filme, "Antes da Revolução" (1964), na Semana da Crítica, quando os críticos italianos massacraram o filme, mas os franceses adoraram.

Em 1976, com o épico "1900", ele mesmo não quis competir, porque se tratava de um "filme-monstro", com cinco horas de duração e atores hollywoodianos como Robert DeNiro. "Agora, é como se todos os meus trabalhos formassem um único filme, e agora estou ganhando um prêmio por este filme", disse.

Uma cópia restaurada de "O Conformista" (1970) será exibida durante o festival, na seção Cannes Classics.

Tango atual

  • Reprodução

    Bernardo Bertolucci (de costas) dirige os atortes Marlon Brando e Maria Schneider durante as gravações de "O Último Tango em Paris"

Bertolucci ainda lembrou de sua amizade com Glauber Rocha nos anos 60. "Batizamos nossos filmes de miúra, filmes muito compactos esteticamente, que nenhum espectador queria ver".

E falou com carinho de seu filme mais polêmico, "Último Tango em Paris" (1980).

"Durante um ano, perdi minha cabeça com o sucesso que o filme fez no mundo todo. Acho que o 'Tango' envelheceu bem. Marlon Brando me deu tanto nesse filme. Tanto que durante um ano não quis mais falar comigo. Era um filme que ele nunca tinha feito; o personagem de um homem imaterial, com suas memórias todas saindo pra fora, a essência de sua natureza", lembrou.

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