Filmes e séries

''Filme mistura drama social com cinema fantástico'', dizem diretores do brasileiro ''Trabalhar Cansa''

THIAGO STIVALETTI

Colaboração para o UOL, de Cannes

13/05/2011 15h26

 

Com o curta “O Lençol Branco”, eles foram selecionados na Cinéfondation, mostra que reúne curtas de estudantes. Com outro curta, “Um Ramo”, entraram na Semana da Crítica. Agora com o primeiro longa-metragem, “Trabalhar Cansa”, os paulistas Marco Dutra, 31 anos, e Juliana Rojas, 29, garantiram uma disputada vaga na mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes.

“Trabalhar Cansa” nasceu justamente porque “Um Ramo” foi selecionado para o festival. Em 2007, a produtora Sara Silveira sugeriu que eles levassem o roteiro de um longa embaixo do braço para apresentar a possíveis produtores no festival. Juliana lembrou-se de uma senhora que mantinha um mercadinho perto de sua casa em Higienópolis. “Era uma típica dona-de-casa de classe média que estava ali tentando trabalhar, se atrapalhava toda na hora de atender no caixa.”

Juntou-se a isso uma vontade de falar do mercado de trabalho com toda a sua competitividade. “O trabalho implica muitas relações de poder. As pessoas tentam negar a importância do trabalho na vida, mas ele é muito importante, diz quem você é na sociedade”, explica ela.

Juntou-se a isso o estilo próprio da dupla, que insere elementos do gênero fantástico na rotina dos personagens. No mercadinho de Helena, há uma estranha mancha na parede que vai crescendo – alguma coisa se esconde por trás dela. Foi o que chamou a atenção dos selecionadores do festival. “Eles nos disseram que gostaram dessa mistura inusitada entre drama social e cinema de gênero”, explicou Juliana.

Amigos desde os tempos do curso de Cinema na ECA-USP, Marco e Juliana não dividem tarefas na hora de criar seus filmes. Todo o processo, do desenvolvimento à decisão de cada plano na filmagem, é feito a dois. Mas como eles têm grande afinidade artística, são raras as discordâncias.

A sessão de gala em Cannes reuniu diretores e amigos brasileiros que torcem pelo filme, como Rodrigo Santoro, Karim Ainouz (que terá seu novo filme, “O Abismo Prateado”, exibido na Quinzena dos Realizadores) e José Henrique Fonseca. “Trabalhar Cansa” ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski

Roberto Sadovski

As 25 melhores histórias em quadrinhos da Liga da Justiça

Pincelar as melhores histórias da Liga da Justiça é um trabalho complexo. Não pela falta de qualidade, mas pelo contraste: muita coisa entre os primórdios da equipe e o final dos anos 80 tem mais valor por sua inegável importância histórica do que por seus predicados artísticos. O gibi da Liga, afinal, viveu por anos na sombra da animação Superamigos, e isso deixou o tom das histórias mais ingênuo e infantil até a reformulação pós-Crise nas Infinitas Terras. Mas garimpar todas as fases em décadas de aventuras trouxe boas surpresas e ótimas descobertas - além do perceber que, em boas, mãos, a Liga pode ser incrível! A leitura rendeu algumas conclusões. Primeiro, não há absolutamente nada errado em usar histórias de super-heróis para fazer humor! Segundo, o horrendo período dos Novos 52, que privilegiou forma, ignorou substância e fez um flashback sinistro dos primórdios da Image Comics nos anos 90 (urgh), não foi tão cruel com a Liga. Terceiro, pouca gente escreve e entende os herói tão bem quanto Grant Morrisson e Mark Waid. No mais, a Liga da Justiça, em usas diversas encarnações, ainda é aposta certeira quando o assunto é entretenimento - afinal, só uma equipe criativa muito canhestra poderia melar uma mistura de personagens e personalidades e superpoderes tão diversa e tão bacana! Acredite, se os super-heróis mais lendários do mundo sobreviveram a Extreme Justice, nada é capaz de derrotá-los!

Cinema
Colunas - Flavio Ricco
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
TV e Famosos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Cinema
Roberto Sadovski
Topo