Filmes e séries

"Se há semelhanças com Almodóvar, é inconsciente", diz Carlos Alberto Riccelli sobre "Onde Está a Felicidade?"

Priscila Prade/Divulgação
As atrizes Maria Pujalte (como Aura) e Bruna Lombardi (como Teodora) em cena de "Onde Está a Felicidade?", de Carlos Alberto Riccelli Imagem: Priscila Prade/Divulgação

ALYSSON OLIVEIRA

Especial para o UOL, do Cineweb

18/08/2011 07h00

Carlos Alberto Riccelli confessa que nunca planejou ser diretor de cinema. "Foi uma coisa que aconteceu naturalmente. Eu acho que os bons atores podem ser bons diretores, porque o bom ator saber narrar. Ele entende a história". Foi assim que explicou ao UOL Cinema como virou cineasta e já está em seu terceiro filme, "Onde está a felicidade?", que chega aos cinemas nesta sexta-feira (19).

Assista ao trailer do filme

Para ele, fazer essa comédia era uma necessidade depois do drama "O signo da cidade" (2007). "Eu queria mais leveza. No filme anterior havia muito sofrimento. Os personagens sofriam demais. Ao final, saíam mais fortes, mas até chegar lá...". Agora, conta que buscou fazer um trabalho mais alegre, solar, rodado parte no Brasil, parte na Espanha. O diretor comenta que não buscou nenhuma referência em especial e que, se alguém encontrou algo de Almodóvar em seu longa, é fruto do acaso. "Não tinha nada em mente no sentido de fazer um trabalho parecido com o de outro cineasta. Se há semelhanças com outros diretores, é algo inconsciente".

No filme, Bruna é uma apresentadora de televisão cujo casamento está em crise, e, por isso, decide fazer o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. No trajeto, encontra uma série de alegrias e dificuldades – entre elas, um porco chamado Tito.

A carreira de ator de Riccelli inclui longas como "Eles não usam black-tie" e "Leila Diniz", além de novelas como "Vale tudo" e "Aritana". "A minha experiência na frente das câmeras me ajuda na hora de dirigir aos atores. Eu sei como é importante ter confiança no diretor. Eu encorajo os atores a se lançarem nos seus personagens. Acredito que nada do que se faz na criação é um absurdo".

Mesmo sendo "Onde está a felicidade?" uma comédia, Riccelli pediu aos atores – entre eles Bruno Garcia e Marcello Airoldi - que buscassem o drama de seus personagens e deixassem que o viés cômico fluísse com naturalidade. "Eu queria leveza, mas não gosto da comédia farsesca, especialmente no cinema. No teatro até funciona, mas aqui temos de buscar o drama que há por trás de cada personagem e que resulta no engraçado".

O filme teve sua primeira exibição pública no mês passado, no Festival de Cinema de Paulínia, no interior de SP, do qual saiu com prêmio de melhor filme do júri popular e atriz coadjuvante para a espanhola María Pujalte. "Era exatamente o que buscávamos, um diálogo com o público, e o prêmio veio confirmar isso".

Vida pessoal X profissional

Dirigindo pela terceira vez Bruna num roteiro assinado por ela (a primeira foi em 2005 com "Stress, Orgasms and Salvation, filmado nos EUA), Riccelli conta que ela é capaz de separar bem a roteirista da atriz. "Na hora em que estamos no set, ela nem se lembra de que escreveu o roteiro". Mas, confessa, não dá para fingir que não são marido e mulher. "Não tem como ignorarmos isso. Por mais que sejamos profissionais, há uma cumplicidade entre nós dois. Aquela coisa de casal que se entende apenas com um olhar".

Veja trecho de "Onde Está a Felicidade"

Isso também acontece com o filho do casal, Kim Riccelli, que, além trabalhar como diretor assistente no longa, faz uma ponta. "A mesma função que eu tenho de dar suporte para os atores, eu encontro no Kim, que me ajuda como diretor. É com ele que eu discuto as cenas, a iluminação, a posição da câmera".

Televisão e "Vale Tudo"

Afastado das novelas há mais de uma década, Riccelli fez algumas participações esporádicas em televisão, como a série "Trago comigo", de Tata Amaral, exibida na TV Cultura, que, em breve, deve ganhar uma versão para o cinema.  "Eu tenho muita vontade de fazer mais televisão, mas, como moro parte do ano nos Estados Unidos, e tenho me envolvido muito com a direção de filmes, fica difícil conciliar a agenda".

No ano passado, o ator diz que experimentou um fato curioso. O público voltou a chamá-lo de "César", um de seus personagens mais famosos: o golpista da novela "Vale Tudo", reprisada no canal Viva. "Infelizmente, eu não pude ver um capítulo sequer, porque estava concentrado no filme. Mas era engraçado que jovens me encontravam na rua e diziam que acompanhavam na época, quando eram crianças, e agora estavam revendo a novela".

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