Cinema

Atualizada em 20.09.2011 18h50

Escolha "corrige erro" do passado, diz atriz Maria Ribeiro, de "Tropa de Elite 2"

EFE
Maria Ribeiro participa de coletiva de imprensa ''Tropa de Elite 2'' em Berlim (11/2/2011) imagem: EFE

ANA OKADA

Da Redação

A escolha de "Tropa de Elite 2" para concorrer a uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro na próxima festa da Academia foi encarada como um acerto de contas pela atriz Maria Ribeiro, que faz Rosane - a ex-mulher do Capitão Nascimento (Wagner Moura). "Acho que essa indicação corrige o erro do 'Tropa 1' não ter sido indicado, e se rende aos fatos: o filme é muito bom e absolutamente relevante politicamente", diz.

No primeiro filme, a personagem de Maria tem uma participação pequena. Em "Tropa 2", ela fica em maior evidência após se separar do capitão e casar-se com Fraga (Irandhir Santos), um ativista pelos direitos humanos - o oposto do ex-marido. Fraga é eleito deputado, mas sempre é tratado como fraco diante das atitudes extremadas de Nascimento, que virou coronel.

Para a atriz, o longa tem chance de entrar na lista dos indicados a melhor filme estrangeiro deste ano. "Acho que o filme tem todas as chances de ser muito bem recebido, pois, alem dos argumentos acima, traduz bem o nosso país, o que imagino ser uma das condições para um filme estar no Oscar como filme estrangeiro."

"Tropa de Elite 2" é o filme que teve a maior arrecadação da história do país, de R$ 102,6 milhões e foi o filme mais visto no Brasil em 2010.

Depois do vazamento de "Tropa de Elite 1", "Tropa 2" foi lançado sob um forte esquema de segurança, o que incluiu a distribuição de cópias apenas em película e não digitais. Na estreia do longa, ocorrida em Paulínia, os convidados chegaram a ser revistados para evitar que câmeras e celulares com câmeras fossem levados à sala de exibição.

Convencer Academia é desafio

O produtor Marcos Prado diz que, agora, o grande desafio de "Tropa de Elite 2" é convencer o público norte-americano e a academia a assistir ao filme, que será lançado nos EUA em novembro. Elementos como o conflito entre Nascimento e a ex-mulher, segundo Prado, podem atrair a plateia local.

Para isso, ele irá começar a elaborar a divulgação do longa para "driblar o estereótipo de filme estrangeiro": "Filme com legenda dificulta bastante, nem sempre é bem aceito", explica. Ele conta, no entanto, que os americanos já haviam gostado de "Tropa 1": "O José Padilha (diretor do filme) tem relatos que a plateia gostou muito do primeiro filme. As pessoas ficaram um pouco abismadas com o tema, com a realidade do Brasil. Isso chamou bastante a atenção", diz.

Na torcida

Marcus Baldini, diretor de "Bruna Surfistinha", diz que achou a indicação de "Tropa de Elite 2" justa. "Acho justo, ótimo. É um filme que foi assistido por muita gente, tem todos os méritos para representar o país. Tinha certeza que seria essa a indicação", diz. O longa era um dos que poderia ter sido escolhido para tentar indicação ao Oscar.

Para o diretor, a temática de seu filme - que traz a público a história de uma prostituta - não seria um impedimento para que "Bruna Surfistinha" fosse escolhido. "Se outro filme fosse o escolhido, até poderia pensar nisso. Mas em se tratando da expressividade [de "Tropa"], não dá para entrar nesse mérito, não vejo esse problema. Acho que a escolha se deu muito mais pelo sucesso do que por outra coisa."

"Espero que seja indicado. No cinema, temos que torcer pelo bem de todos: isso aumenta a a visibilidade e o setor só tem a ganhar com isso", diz.

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