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"Colocamos todo o nosso arsenal no filme", diz Hubert, do Casseta, sobre "Agamenon"

Divulgação
Luana Piovani e Hubert em cena de " As Aventuras de Agamenon, o Repórter", de Victor Lopes Imagem: Divulgação

Alysson Oliveira

Do Cineweb

08/01/2012 10h00

“Ao contrário de muito trailer que mostra todas as piadas e não sobra nada para o filme, o nosso não mostra nem um milésimo de tudo que há de engraçado em ‘As aventuras de Agamenon, o Repórter’”, provoca o humorista Hubert, que além de assinar o roteiro, com Marcelo Madureira, interpreta o protagonista no longa, que chegou aos cinemas nesta sexta-feira (6). “Colocamos todo o nosso arsenal no filme. Está muito engraçado.”

“As Aventuras de Agamenon, o Repórter” baseia-se num personagem criado pela dupla em 1988 e que assina uma coluna no jornal “O Globo”. O filme envolve o famoso repórter fictício em diversos fatos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, o naufrágio do Titanic, e em entrevistas históricas – com Einstein, Gandhi e Freud. “A ideia de levar o Agamenon para a tela não foi nossa. Foi o diretor Victor Lopes quem nos procurou e sugeriu isso”, explica Madureira, que conta ter trabalhado no roteiro por cerca de um ano, nos finais de semana e feriados, devido aos compromissos com o programa de TV “Casseta & Planeta Urgente”, que atualmente está fora do ar.

Hubert interpreta o personagem na maturidade e Marcelo Adnet, na juventude, no começo da carreira. “Queríamos trabalhar com ele e foi o diretor quem o sugeriu para esse papel. Criamos o personagem juntos, inventamos seus tiques, suas neuroses”, explica Hubert. Ele conta que a colaboração de Adnet foi grande. Ele colaborou, aliás, com a criação do “Funk dos Aliados”, cantado quando o personagem vai para a Segunda Guerra como pracinha. “Eu e ele temos uma conexão de humor muito próxima. Temos as mesmas referências”.


“As Aventuras de Agamenon, o Repórter” tem clima de documentário – com narração de Fernanda Montenegro. Assim,  Adnet e Hubert foram inseridos em imagens de arquivo, permitindo aos humoristas “contracenarem” com figuras históricas que já morreram. “Deu bastante trabalho, mas valeu a pena. O resultado está muito bom. Fizemos uma pesquisa grande das imagens que podíamos usar“. Madureira brinca que, durante a produção, passaram mais tempo reunidos com advogados do que filmando. “Tudo precisava ser discutido. Direitos de imagem foram comprados”.

Luana Piovani faz a mulher de Agamenon, Isaura, e a história de amor dos dois – que começa numa orgia – é o que guia o filme, explica Hubert. “É praticamente uma comédia romântica. É um amor muito heterodoxo o desses dois.  Mas, claro, nos esforçamos para não fazer um filme meloso”. Já Madureira interpreta o psicoproctologista de Agamenon, Dr. Jacintho Leite Aquino Rego, que acompanha a carreira, entre outras coisas, do repórter há um bom tempo. “Ele [o médico] tem vários pacientes, mas não se pode revelar, né? Todos pagam muito bem, mas alguns deles, aliás, estão no filme”, brinca o humorista, referindo-se a personalidades que aparecem no longa como elas mesmas.

Fernando Henrique Cardoso, Jô Soares, Caetano Veloso são algumas das pessoas que deram depoimentos sobre Agamenon. Alguns foram escritos pela dupla de roteiristas, outros “vieram do fundo do coração do depoente”, como diz Madureira. “O  do FHC, por exemplo, ficou engraçado. Ele disse algumas coisas que escrevemos, e outras ele mesmo inventou. Ele tem muito carinho pelo Agamenon”. Pedro Bial também aparece como ele mesmo, fazendo uma reportagem sobre o protagonista. O jornalista Ruy Castro é o biógrafo não-oficial de Agamenon, por isso, contesta alguns fatos. “Havia uma lista muito grande de celebridades interessadas em gravar uma participação. Demos chance a quem nos pagou mais”, brinca Madureira.

TRAILER DE "AS AVENTURAS DE AGAMENON, O REPÓRTER"


Filme autoral
Hubert conta que a experiência da dupla nos dois filmes do Casseta & Planeta, “A Taça do Mundo é nossa” (2003) e “Seus Problemas Acabaram” (2006), ajudaram muito na realização de “As aventuras de Agamenon, o Repórter”. “Os longas não foram grande sucesso de bilheteria, mas se pagaram, renderam algum lucro e aprendemos muito com eles. Aqui, fizemos o filme da forma como queríamos”.

Ele define o longa como “um grande artesanato”. “É um filme autoral. Tudo saiu da nossa cabeça. Não foi feito pensando em como podia ser o marketing, como se poderia chegar ao público. Fizemos um trabalho honesto e acho que isso já ajuda a chegar ao público”.  O orçamento do filme está calculado em R$ 6 milhões.

Em todo caso, no mês de novembro de 2011, Agamenon teve participações no “Fantástico” com “reportagens” que fez recentemente, como quando cobriu a morte de Osama Bin-Laden e o casamento do Príncipe William. “É uma espécie de aquecimento. Uma forma de levá-lo a um público maior do que aqueles que o conhecem do jornal e livros”, diz Hubert. 

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