Filmes e séries

Globo de Ouro tem Gervais comportado e Rubens Ewald com a língua solta

Dolores Orosco

Do UOL, em São Paulo

16/01/2012 02h07

O Globo de Ouro manteve o britânico Ricky Gervais no comando da premiação apesar das várias críticas às piadas de gosto duvidoso que o comediante proferiu em 2011. No entanto, o que se viu na cerimônia deste domingo, em Hollywood, foi uma versão de Gervais para hipertensos: bem mais comportada e com passagens curtas pelo palco.

Sorte das celebridades presentes, ainda traumatizadas com as alfinetadas de Gervais no ano passado. Como esquecer a brincadeira desastrosa com o ator Michael Douglas, que na época passava por tratamento contra um câncer?

E não foi só uma imitação, porque qualquer travesti pode imitar Marilyn

Rubens Ewald Filho sobre Michelle Williams em "Sete Dias com Marilyn"

Entre provocações leves, o apresentador até tentou constranger Madonna, mas acabou levando uma surra de ironia adulta. “Venha me pegar, Ricky, faz tempo que não beijo uma garota na TV”, soltou a rainha do pop, evocando sua performance na premiação da MTV em 2003, quando beijou Britney Spears.

No Brasil, a transmissão ao vivo com tradução simultânea pelo canal TNT, teve como anfitrião o crítico de cinema Rubens Ewald Filho. E se Gervais não estava em dia inspirado para cometer gafes ou causar desconforto, o mesmo não se pode dizer do brasileiro.

Venha me pegar, Ricky, faz tempo que não beijo uma garota na TV

Madonna, provocando Rick Gervais

Ao comentar o desempenho de Michelle Williams - premiada por sua performance como Marilyn Monroe no filme “Sete Dias com Marilyn" - Ewald deixou a elegância de lado e quase reduziu o mérito da atriz à mera caracterização. “Com a ajuda de enchimento, e também talento, ela encarnou Marilyn Monroe. E não foi só uma imitação, porque qualquer travesti pode imitar Marilyn”.

Esse está aí por um mero equívoco

Rubens Ewald Filho, sobre Viggo Mortensen em "Um Método Perigoso"

E quando Michelle voltou ao palco, com seu vestido longo e uma fita no cabelo curtinho, lembrando mais uma Audrey Hepburn que uma Marilyn, o crítico insistiu: “o que não faz um enchimento, hein?”. Dispensável.

Ao anunciar alguns dos concorrentes, Ewald dava vereditos implacáveis – e sem justificar-se. “Esse está aí por um mero equívoco”, disse o crítico ao apresentar Viggo Mortensen, indicado como melhor ator pelo filme “Um Método Perigoso”. Apresentação semelhante também foi usada ao se referir a Guy Pearce, indicado por “Mildred Pierce”.

A participação de Ewald em certos momentos da transmissão deixou a desejar. Afinal, espera-se mais profundidade quando um crítico de cinema experiente é escalado para comentar uma premiação da importância do Globo de Ouro.

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